O aquecimento do setor imobiliário pode causar escassez de alguns insumos na construção civil, caso a tendência de crescimento se mantenha nos próximos anos, prevê indústrias do segmento. Esta possibilidade pode gerar uma pressão sobre os preços, causando aumento no valor do imóvel.
Com investimentos na ordem de R$ 61 milhões para este ano e um lucro líquido que registrou crescimento de 249% no primeiro trimestre de 2008, Elio Martins, presidente da Eternit, faz um alerta: vai faltar material de cobertura ainda no segundo semestre de 2008. Além do aumento da demanda no segmento de consumo ''formiga'', as construtoras estão começando a construir os condomínios horizontais lançados nos últimos meses. O boom dessas construções horizontais esbarra no fato de a indústria de coberturas estar trabalhando em sua capacidade máxima de produção. ''Aumentamos nossa capacidade de produção em 15%, e no primeiro trimestre as vendas dos produtos Eternit cresceram 13%'', diz Martins.
Se por um lado, essa informação causa certo alerta, por outro o momento atual para adquirir um imóvel pode ser propício. A grande oferta de crédito com juros baixos e prazos longos, resulta em prestações mais acessíveis, viabilizando a compra. Existem várias opções de financiamentos de imóveis com planos de até 30 anos, ou diretamente com a construtora em até 60 meses.
Várias empresas brasileiras abriram seu capital no mercado de ações e obtiveram significativa captação de recursos que deve reduzir o déficit habitacional brasileiro. Os imóveis também têm se tornado mais atrativos aos investidores devido à queda das taxas em aplicações financeiras.
Nesta nova fase do mercado, construtoras londrinenses estão lançando novos empreendimentos. A A. Yoshii, por exemplo, que entrega o Dolce Vita em junho, lançou o Maison Murano no início do mês e já iniciou a campanha de apresentação do Brisas Residence Club. A construtora possui ainda 5 empreendimentos em fase de construção.

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