Fachada bem conservada valoriza o imóvel
PUBLICAÇÃO
sábado, 16 de junho de 2001
Ligia Barroso De Londrina 
O envelhecimento de toda obra é natural, mas em se tratando de casa, rejuvenescer a fachada pode ser uma medida bem mais rápida e fácil para manter o imóvel residencial conservado e valorizado. E melhor, torna-se, ao longo dos anos, também a alternativa mais barata para deixar a casa sempre com cara de nova.
Renovar a pintura ou lavar o revestimento das fachadas, restaurar o azulejo que caiu ou a tinta que descascou, são alguns dos exemplos para quem quer fazer valer o velho e ainda bom ditado: melhor prevenir do que remediar. Usar produtos adequados para cada tipo de material também vale como regra, para quem não quer se sujeitar a servir de exemplo em outro dito popular: o barato custou caro.
Como solução para o primeiro caso, a prevenção, um dos segredos é ficar de olho no tempo: tanto no que diz respeito à sucessão dos anos, como no que se refere às condições meteorológicas. Madeira, ferro, alvenaria e tijolos aparentes, entre outros, sofrem constantemente quando utilizados em fachadas, justamente por que ficam expostos ao sol, à chuva e à umidade. Da mesma forma, quanto mais tempo passar, mais difícil e caro será remediar o envelhecimento das fachadas. Portanto, lembre-se: manutenções periódicas são fundamentais. Veja as recomendações de técnicos para cada tipo de revestimento.
Fachadas pintadas
Não espere as paredes descascarem para só então renovar a pintura. Desta maneira, você terá mais trabalho e gastos com a remoção total da tinta existente e seguidas demãos. A renovação da pintura deve ser feita uma vez por ano e, de preferência, com tintas apropriadas.
Entre as opções do mercado existem as linhas especiais para fachadas e as tintas látex acrílico, com acabamento brilhante ou acetinado. Elas garantem uma camada protetora sobre a superfície pintada, impedindo infiltrações de água nas paredes e evitando bolor no interior da casa.
Tijolos à vista ou concreto aparente
Por serem altamente porosos, devem ser impermeabilizados com produtos à base de silicone. Este procedimento, além de facilitar futuras limpezas e ainda evitar o desgaste e o envelhecimento das fachadas, impede a aderência de poluição, umidade e fungos.
Uma dica de limpeza: com a superfície já protegida, esfregue uma escova embebida em água e cândida na proporção de 1 para 5.
Cerâmica, pastilhas ou pedras
Fachadas revestidas com esses tipo de material, principalmente se estiverem localizadas em grandes centros urbanos, exigem uma lavagem à pressão (com jatos de água) pelo menos uma vez por ano. Isso é necessário porque a poluição e a fuligem penetram nos rejuntes, alterando o aspecto visual dos revestimentos.
O procedimento que não exige produtos de limpeza, apenas água evita que a superfície fique encardida. Detalhe: se a sua fachada for de pedras porosas e sem polimento, além da lavagem, é importante fazer uma impermeabilização com produto à base de silicone a cada três anos.
Revestidas de madeira
O ideal para evitar trincas, rachaduras e ressecamento nesse tipo de fachada é renovar o verniz ou a pintura periodicamente. Assim, garante-se a proteção da madeira contra as ações do sol, da chuva e da umidade, evitando o apodrecimento e os ataques de fungos. Mas, antes de optar por um dos acabamentos, lembre-se de lixar as superfícies para que o produto escolhido tenha aderência perfeita.
Se a opção for envernizar, saiba: os vernizes mais indicados são os com filtro solar, marítimos ou de alta performance, também conhecido como stain. Em qualquer dos casos, entretanto, não deixe de ficar atento às informações contidas na embalagem e respeitar o intervalo entre uma renovação e outra.
Quanto à pintura, deve ser renovada a cada dois anos. Na hora de escolher a tinta, dê preferência para o esmalte sintético, com acabamento brilhante ou acetinado, considerada a mais resistente.
Janelas, portas e portões também exigem cuidados
De madeira Siga as regras recomendadas para as fachadas de mesmo material. Além disso, para evitar chiados e emperramentos, deve-se lubrificar dobradiças, rolamentos e fechaduras com óleo solúvel ou graxa pelo menos uma vez por ano.
De ferro Pedem renovação periódica da pintura e verificação de possíveis pontos de ferrugem ou bolhas de tinta. Dobradiças, rolamentos e fechaduras pedem lubrificação com óleo solúvel ou graxa. Importante: os trilhos das janelas de correr devem estar sempre limpos e desobstruídos para garantir o bom funcionamento dos caixilhos.
De alumínio Exige verificação do bom funcionamento das escovas (peças com cerdas de nylon que, comprimidas pelo perfil de alumínio, servem para vedar os caixilhos) e lubrificação a cada dois anos. Se a escova estiver deformada, é hora de trocá-la.
Consultoria técnica: Instituto de Pesquisas Tecnológicas IPT-SP.


