Quando se fala em arranjos florais, a primeira imagem que salta à mente são aqueles feitos por profissionais em floriculturas. A beleza e mistura harmoniosa de flores, folhagens e amarração perfeitas fazem deles uma referência inegável. Mas também fazem as pessoas pensarem que são incapazes de fazer sozinhas seus próprios arranjos. Mais simples, é claro, mas nem por isto menos bonitos que os de qualquer floricultura.
‘‘Uma casa sem flores parece fria, sem vida. Com pouco tempo e gastos módicos é possível embelezar e colocar em evidência cantos e apoios’’, aconselha a decoradora Marlene Ricci. A proposta é deixar os arranjos mais sofisticados e feitos por profissionais para dias especiais e ousar, criando arranjos simples no dia a dia. O material pode estar no seu jardim ou margeando as ruas. ‘‘Não é difícil’’. Para ter sucesso, orienta a arquiteta, basta gostar de plantas, ter bom gosto e priorizar a harmonia.
Marlene Ricci adora fazer arranjos florais e colocá-los em lugares estratégicos. Ela explica que além do prazer de ver sua casa sempre com flores naturais, fazer os arranjos é como uma terapia, ‘‘ um momento de criação’’ . Ela atua na área de projetos de decoração e não faz arranjos profissionalmente. ‘‘É um hobby que eu exerço apenas para minha casa’’,diz.
Se a satisfação de fazer você mesma o arranjo não for o suficiente para cortar o medo de não dar certo e derrubar a desculpa de não ter tempo, pense na economia. Uma coisa é certa, arranjos florais sofisticados são caros e não é possível tê-los o tempo todo. Eles duram de uma semana a dez dias, no máximo, e ‘‘haja rescursos’’ para adquirir novos arranjos.
Os arranjos florais mais simples, do tipo ‘‘faça você mesma’’, são muito mais baratos e podem ser feitos com poucas flores e muita folhagem. Mas o mais importante é esquecer a referência dos arranjos feitos pelas floriculturas. Marlene Ricci afirma que a proposta é deixar a imaginação fluir e ter coragem de ousar e testar novas composições de folhagens e flores.
Ela conta, por exemplo, que na casa da mãe existe uma trepadeira com laranjinhas. ‘‘Arranjos com elas ficam lindos. E só descobrimos isto quando decidimos fazer o teste’’, garante. Um arranjo simples, só com mosquitinhos, fica precioso em um vaso cilíndrico.
Os girassóis são outro achado para quem quer fazer um arranjo. ‘‘Eles podem ser comprados ou então colhidos às margens de propriedades rurais, durante um passeio. O resultado é lindo’’, comenta. Como as folhagens do girassol são fartas, carnudas e bonitas, o arranjo não precisa de mais folhagens.
As folhagens, explica, são sempre mais resistentes que as flores, por isto, um bom conselho é mudar as flores e aproveitar a folhagem enquato ela estiver bonita. As amarrações são outro recurso muito utilizado para dar formatos mais definidos aos arranjos – barbante, palha ou até ramos da própria planta dão um arremate especial.
Entre as folhagens mais usadas está o junco. O formato e lisura de suas folhas são ideais para o fundo da composição. Ele recebe bem todos os tipos de flores, mas as melhores são aquelas com maior durabilidade e colorido forte. Nos arranjos, o contraste dá vida e personalidade ao conjunto.
Outras ramagens de efeito são o papiro, cavalinha (aquelas com nós), erva doce e até cebolinha. Marlene Ricci explica que o ponto de partida é sempre o formato do vaso. ‘‘Ele define se o arranjo tem de ser mais tradicional ou contemporâneo’’, comenta.
Um cuidado importante é a utilização de uma esponja especial para fixar as flores e folhagens na posição desejada. Indispensável para dar a forma definida ao o arranjo, ela hidrata a planta com eficiência e evita que a água dos vasos vire um aquário para a procriação de insetos.

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