Desde 2004, a Brasilit fabricante nacional de telhas e caixas d' água decidiu banir o amianto de seus produtos. Atualmente, para a produção do Cimento Reforçado com Fio Sintético (CRFS) a empresa utiliza como matéria-prima o fio sintético à base de PP (polipropileno). Inicialmente, afirma a empresa, a substituição elevou os custos e reduziu a participação de mercado e trouxe efeitos desfavoráveis nos últimos anos. Porém, após quase dez anos trabalhando na substituição da fibra, os frutos da decisão começaram a surgir, com a melhoria na qualidade dos produtos e uma geração de caixa positiva. Segundo a fabricante, o resultado da mistura garante a produção de telhas e caixas d'água com a mesma qualidade das produzidas com amianto, adicionando ainda uma melhora sensível na flexibilidade e resistência do produto.
O engenheiro civil José Roberto Hoffmann salienta que a maior preocupação do uso do amianto na construção é quanto à destinação de seu resíduo. O grande perigo do asbeto é a poeira possível de ser gerada no decorrer da quebra, trituração e separação das rochas minerais. Invisíveis a olho nu, as partículas finas suspensas no ar podem gerar comprometimentos pulmonares. ''No caso da população, a preocupação decorre da possibilidade das telhas que cobrem os telhados das casas degradarem graças à ação das bactérias e se quebrarem gerando pó. ''O resíduo deve ser acondicionado de forma a não representar riscos à saúde e ao meio ambiente. Ele pode servir de sub-base de revestimento asfáltico ou como lastro na calçada. O que não pode é ser colocado na superfície porque o contato pode gerar pó'', reforça. (C.V. com Agência Estado)

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