Fique atento pois os gastos com a obra de uma casa começam antes mesmo da construção, da colocação da primeira estaca de demarcação. São os chamados serviços preliminares, que chegam a consumir de 2% a 4% do orçamento total. Eles incluem a limpeza, terraplanagem do terreno, construção de tapumes ou cercas (fechamento da obra), instalação de água e luz e barracão para guardar ferramentas e materiais.
Faça portanto a estimativa de quanto você vai desembolsar em cada momento da construção, do projeto aos acabamentos. Mas lembre-se: uma boa previsão corresponde a não fazer alterações durante a obra. Os ‘‘furos’’ no orçamento previsto acontecem sempre que o planejado é alterado e refeito.
Cuidado com a fase de acabamento. Não é folclore: esta é a etapa mais previsível de ‘‘estouros’’ pois é a que tem custos mais variáveis por apresentar novidades a cada momento. Além disso está diretamente ligada à construção do sonho, à realização do projeto ideal imaginário. Por isso procure, se possível, evitar o ímpeto das mudanças constantes pelo novo, no tipo de piso, azulejos, metais e sanitários, pinturas e revestimentos. Corre-se o risco de ficar com a tão sonhada casa inacabada.
E no final, previna-se. Nos serviços complementares estão relacionados os gastos com limpeza da obra (interna e externa), jardim, instalação de porteiro eletrônico, luminárias e vidros. Após, some os valores com o ‘habite-se’, averbação da construção para a escritura, o registro do imóvel e claro, despesas com a mudança.

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