Pesquisa detalhada sobre a expectativa, necessidades habitacionais e o real poder de compra do consumidor curitibano, revela o perfil do potencial comprador de imóveis na cidade: a maioria tem entre 18 e 35 anos (63%), é casada (53,6%), tem filhos (60,3%), procura por casas isoladas (49,67%) ou apartamentos com três dormitórios (38,33%), depende de financiamento para a compra (73%), é exigente quanto à segurança da portaria do edifício (96%) e dá mais importância a itens como a segunda garagem (81,40%) que ao quarto de empregada (19,21%).
Realizada há cinco anos pelo Instituto Bonilha para o Sindicato da Indústria da Construção no Estado do Paraná, a pesquisa com 300 chefes de família interessados em comprar imóvel, incluiu pessoas das classes A, B1 e B2, divididas em cinco faixas de renda; a menor, com rendimentos mensais de até R$ 780,00 e a maior, entre R$ 4.940,00 e R$ 12.350,00.
Kraw PenasMarcelo Bettega, presidente da Comissão de Economia e Estatística do Sinduscon-PR: ‘‘Os dados mostram portanto que é preciso produzir unidades com uma melhor relação custo-benefício’’O levantamento, reunido em quase 100 páginas, foi distribuído aos empresários associados do sindicato neste mês. ‘‘Ele traz informações essenciais sobre o mercado de imóveis e o comportamento dos compradores de Curitiba, e serve como instrumento de apoio no planejamento dos negócios, aumentando as possibilidades de vendas e reduzindo os riscos dos investimentos imobiliários realizados pelas construtoras’’, diz o presidente da Comissão de Economia e Estatística do Sinduscon-PR, Marcelo Ramos Bettega.
Importante subsídio para otimizar projetos residenciais que conciliem custo menor X tamanho ideal X boa localização X qualidade de acabamento, a pesquisa mostra que a preferência do potencial comprador de imóvel em Curitiba é por unidades com até 150 metros quadrados de área total, com suíte (66%) e, cujo empreendimento, esteja localizado em bairros como Água Verde (preferência das três classes), Cabral, Champagnat e Hauer (classe A), Boa Vista e Jardim das Américas (classe B1), e Boqueirão, Mercês e Portão (classe B2).
‘‘Os dados mostram portanto que é preciso produzir unidades com uma melhor relação custo-benefício’’, enfatiza Bettega. ‘‘Além disso e ainda com base nas respostas, podemos concluir que o consumidor que faz planos em comprar um imóvel, também coloca como prioridade o alongamento no prazo para pagamento e busca incansavelmente aquele que tem o menor preço e atende o maior número das prioridades estabelecidas pela família’’.
Na busca pelo imóvel com o melhor preço, melhor localização e melhor qualidade de construção, o consumidor pesquisado está disposto a abrir mão de alguns benefícios agregados ao empreendimento, como áreas destinadas ao lazer - play-ground, quadra de esportes, salão de festas e piscina. ‘‘Além disso, a pesquisa revelou a praticidade do consumidor. Entre os complementos considerados mais importantes, o box no banheiro foi o mais citado (77%), seguido de armários embutidos, sacada e cozinha mobiliada. Outro detalhe: as famílias preferem que o espaço previsto parao quarto de empregada seja aproveitado para aumentar outras áreas úteis do imóvel’’, exemplifica Bettega.
Optando pela casa isolada, o potencial comprador curitibano sinalizou outro importante ítem para as construtoras. Prefere comprar um imóvel pronto, por dois motivos: a possibilidade de olhar o imóvel e a garantia de entrega. ‘‘A primeira razão deve orientar as construtoras a cada vez mais apresentar apartamentos decorados à clientela’’, comenta o diretor do Sinduscon Paraná.
E a segunda registra não apenas a preocupação do consumidor, também a das empresas construtoras, que buscam cada vez mais, através de material de divulgação institucional, balancetes e número de obras já realizadas com sucesso em vendas e satisfação dos compradores, revelar a solidez e a capacidade de produção da empresa. Fatores que ajudam a refletir segurança e garantia na hora da assinatura do contrato.

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