Aumentar o preço do metro quadrado e o número de unidades serão desafios para as construtoras de Londrina nos próximos anos. Este é um alerta da Brain Bureau de Inteligência Corporativa, que apresentou uma pesquisa sobre o potencial imobiliário da região, na última terça-feira. O trabalho foi realizada entre dezembro/2006 e janeiro/2007 a pedido do Sinduscon-Norte e Sebrae. O objetivo é subsidiar o setor com informações estratégicas que direcionem as ações e facilitem o planejamento.
Em relação a Curitiba, o metro quadrado local está 14% mais barato. Quando comparados apartamentos de três quartos, essa diferença chega a 25%. ''Isto pode explicar o interesse de investidores de outros Estados nos últimos anos'', disse Marcos Kahtalian, um dos responsáveis pela pesquisa. Baseados no crescimento populacional de 2,62% ao ano (média dos últimos seis anos), os consultores apontam a necessidade de 2.233 unidades para as classes C e D, basicamente em bairros da Zona Norte (Parigot de Souza, Parque das Indústrias, Vivi Xavier e Cinco Conjuntos).
Outro vetor de crescimento é a verticalização dos condomínios, construídos em áreas centrais, para a classe média. A demanda deste grupo é de 1.116 unidades, de dois e três dormitórios, com aproximadamente 120 metros quadrados, avaliados em até R$ 150 mil. ''Ao contrário de outras cidades de médio e grande porte, Londrina apresenta boa qualidade de vida na região central e isso contribui para a aglomeração de habitantes e renda per capita'', deduziram Kahtalian e Henrique Lago.
Considerando apenas os edifícios acima de 12 andares, constatou-se que Londrina é a sexta cidade mais verticalizada do Brasil e a 12 do mundo. Isto é resultado da falta de espaço em áreas hipervalorizadas como - por exemplo - a Gleba Palhano que concentrou 46,15% e 33,33% dos prédios acima de quatro andares, construídos em 2005 e 2006, respectivamente. A expectativa é que a classe média amplie seu interesse imobiliário na região Sul, mais especificamente nos Jardins Petrópolis, Higienópolis, João Paulo II, Bela Suíça e Guanabara, onde - por enquanto - existem áreas viáveis à edificação.
Entre 1997 e 2003, Londrina registrou uma 'avalanche' de lançamentos horizontais, criados para enfrentar a sensação de insegurança. Nestes redutos, os moradores encontram uma área de lazer invejável, distribuída em grandes espaços, porém longe do centro.
Conforme empresários do setor, este inconveniente aliado à retomada da verticalização de alto padrão evitou a migração para regiões periféricas da cidade e atraiu até mesmo quem havia saído em busca do diferencial. ''As construtoras foram sagazes ao aprimorarem os espaços de lazer em condomínios verticais como enfrentamento à horizontalização verificada, principalmente, na região Sul'', afirmaram os consultores da Brain.

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