Os resíduos de couro, de polipropileno, bagaço de cana, pneus velhos e palhas de cereais poderão, em breve, substituir o barro cerâmico, a madeira e outros componentes naturais, cada vez mais escassos (e caros) para a construção civil.
A substituição é apresentada com vantagens técnicas e ambientais, pelo trabalho de pesquisa realizado pelos professores Adilson Renófio e Jorge Akutsu, desenvolvido no laboratório civil da Faculdade de Engenharia da Unesp, em Bauru.
O trabalho começou há um ano, com a raspa de couro – que provoca problema ambiental em Bocaina, na região de Jaú – e hoje já produz tijolos para uso geral e placas que podem ser utilizadas como forro ou parede divisória. A raspa do couro descartada das fábricas de luvas e calçados é um resíduo altamente tóxico porque usa metais pesados no processo de curtimento. Misturada ao cimento, sofre reação química e a toxicidade baixa a níveis inferiores aos recomendados pela Organização Mundial de Saúde para material de construção. (L.B.)

mockup