Estudantes têm influência no mercado
Ligia Barroso
De Londrina
O maior vestibular da história da Universidade Estadual de Londrina, que começa hoje e tem, entre os 27.558 inscritos, quase 18 mil candidatos residentes em cidades localizadas a mais de 70 quilômetros de Londrina, sinaliza outro importante dado, já capitalizado pelo mercado imobiliário da cidade. Mais de 90% dos estudantes que vêm de outros Estados ou outras cidades do Paraná para fazer cursos preparatórios ou de graduação, especialização e mestrados em faculdades de Londrina, são inquilinos. É um contingente, senão expressivo, bastante significativo para o mercado de locação, comenta o imobiliarista Jorge Coimbra, delegado do Secovi-Londrina.
É dele também a informação de que, a busca por apartamentos ou casas com um ou dois dormitórios, cada vez mais próximos ao local onde estudam, está criando novos nichos para este segmento do mercado. Como contam com a ajuda dos pais ou de bolsas de estudo - ou seja, têm poucos recursos - costumam dar preferência a imóveis menores e com localização que facilite o acesso. Reduzem assim despesas com o espaço, já que passam quase todo o dia fora, e também com o transporte.
Na verdade, observa Coimbra, estão abrindo novas oportunidades de negócios para os investidores e construtoras, que passaram a explorar outras áreas da cidade, além da central, mais antiga e que já não absorve as necessidades de moradia dessa população. Ele cita como exemplos a região do Jardim Piza e a Avenida Inglaterra, zona sul da cidade e onde fica a Unopar (Universidade Norte do Paraná), e os dois empreendimentos junto ao câmpus da UEL - a Cidade Universitária, já entregue pela Construblok em janeiro deste ano com nove edifícios e 144 unidades, com um e dois dormitórios; e o Parque Universitário, obra da Dinardi Engenharia, em fase final de acabamento e com a entrega prevista para o mês de outubro da primeira etapa do empreendimento. São quatro edifícios, totalizando 120 unidades, com um e dois dormitórios.
Refletindo sobre este mercado em potencial, a nova diretoria do Secovi-Londrina colocará o assunto na pauta de prioridades da entidade. Esperamos com isso promover levantamentos que resultem em dados para que empreendedores do setor da construção civil invistam na produção de novas unidades nestes moldes. Londrina carece de quitinetes e apartamentos pequenos. Não são muitas as ofertas atuais; ao contrário da procura, que cresce sensivelmente ano a ano, argumenta o representante da entidade.Eles vêm de fora, se instalam em imóveis alugados, criam novos nichos e abrem oportunidades de negócios para investidores e construtoras
Dorico da Silva/Arquivo FolhaExpressivos Segundo o Secovi, estudantes que vêm de fora formam um contingente bastante significativo para o mercado imobiliário local





