Dentre os principais fatores atribuídos pelos psicólogos para a manutenção da paz social a moradia é um deles. Figura o fato de ela influenciar na formação da personalidade do indivíduo, a começar pelo sentido de proteção que a pessoa adquire ao ter seu próprio teto. Isso significa que a moradia não representa simplesmente um abrigo. Ela pressupõe e associa fatores de segurança, como por exemplo o fator afetivo conferido ao próprio domicílio. Há quem atribua os desvios, a delinquência, a marginalidade, as agressões aos valores morais, ao fato de tais fatores estarem ligados à falta de moradia, levando em consideração que a ausência de uma identificação de residência faz com que a pessoa perca sua cidadania, gerando em contrapartida, a instabilidade social. Por tal motivo, a Declaração Universal dos Direitos do Homem considera, entre outros, o direito à habitação como um dos mais preponderantes. O dono de sua própria moradia torna-se um aliado à ordem, pois jamais comete desatinos contra a propriedade alheia, costumava comentar o ex-ministro Roberto Campos. Com a aquisição de um espaço para habitar, o cidadão ganha o sentido de proteção. O teto próprio assegura a quem o adquire, maior apego ao trabalho. Por tais motivos, a casa própria é, sem dúvida, a formação da estabilidade social, familiar, emocional e profissional.

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