O local escolhido foi um espaço, com 3,3 mil metros quadrados de área, no ponto mais alto do Parque das Pedreiras. Estruturas metálicas e placas de concreto aparente sustentam e emolduram o edifício de três blocos principais. Uma caixa de vidro abre caminho para as passarelas que acessam todos os pisos do prédio, integrando alas e conduzindo a pontos externos que exercem o papel de mirantes e observatórios.
''Busquei inspiração e referência técnica para a edificação na obra do arquiteto Tadao Ando, que utiliza uma composição disciplinar de formas geométricas, através do traço neomodernista minimalista'', diz a arquiteta, argumentando que o elemento chave do edifício é o ambiente destinado ao acervo do poeta e escritor a Sala Catatau. Ela está localizada no ponto gerador de todo o projeto: o ápice do triângulo e em meio a um cilindro ''oco'', o qual exerce a função de iluminação e transparência, além de possuir toda uma hierarquia funcional e volumétrica.
Em cada pavimento do edifíco foi utilizado como vedação de seus ambientes o vidro verde; nos terraços, gradil metálico como peitoril; nos ambientes fechados, a ventilação se dá por janelas moduladas e/ou ar-condicionado central. Estruturas em balanço e lajes protendidas completam o sistema construtivo proposto.
''Seguindo as características do minimalismo'', explica Talita, ''toda a essência do projeto segue a pureza das formas, sua integração com o meio, além de trabalhar como material na forma bruta, original, de maneira inofensiva. O próprio espaço, por ser uma antiga pedreira, sugere todo um clima em torno de suas características, tais como: a pureza do concreto em sua originalidade; o vidro verde em sua transparência e integração com a natureza local; a madeira em sua leveza; além de outro elemento integrador de todos os espaços do parque, a água. Este, trabalhado como espelho d'água, vem a transmitir toda sua suavidade e tranquilidade para um espaço incentivador da leitura, das artes e da integração social, e ao mesmo tempo um espaço inovador e interativo, características de Curitiba, cidade referência de modelo e modernidade que foi fundamental para a formação de Paulo Leminski como poeta''. (L.B.)

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