A pavimentadora GP-2600, fabricada pela Gomaco nos Estados Unidos, é capaz de executar até 1,5 km de pista de concreto por dia. A máquina é alimentada por uma usina de concreto transportável, comandada por computadores, com capacidade de produzir até 200 metros cúbicos por hora de concreto. O resultado é uma execução racional que exige o apoio de um pequeno grupo de operários.
‘‘É o pavimento de concreto mais competitivo no mercado brasileiro, tal como em vários outros países do mundo’’, explica o arquiteto Ronaldo Meyer, da Associação Brasileira de Cimento Portland-ABCP.
A pavimentadora está sendo usada nas obras das marginais da Via Dutra, próximas ao Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (SP). O trecho deverá ser inaugurado até o início de janeiro, pondo fim aos frequentes congestionamentos no local. Guiada por fios de nível posicionados por uma equipe de topografia, a máquina permite um perfeito nivelamento e regularidade das pistas. Os trabalhos estão sendo realizados pelas construtoras Camargo Correa e Pella Construções. Tanto o desenvolvimento do projeto como a execução da obra têm apoio técnico da Associação Brasileira de Cimento Portland.
A entidade desenvolveu estudos de viabilidade, ofereceu assessoria técnica para o projeto e agora realiza o controle tecnológico da obra. Para isso, a ABCP montou um laboratório móvel que realiza in loco todos os ensaios necessários, incluindo o rompimento de corpos de prova prismáticos, para avaliar a resistência do concreto à tração na flexão, fundamental para pavimentos de tráfego pesado.
Uma estrada de concreto dura cerca de três vezes mais do que a mesma pista feita com asfalto. A vida útil está estimada em 25 anos, mesmo sob o tráfego intenso e pesado.DivulgaçãoExecução de uma das faixas da pista paralela à Rodovia Presidente Dutra, com a pavimentadora GP2600Da Redação

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