DivulgaçãoCapa do manual que contém informações necessárias para a retomada da modalidade na construção civilResponsáveis por 47% dos lançamentos em imóveis residenciais na região metropolitana de São Paulo, apenas no primeiro trimestre de 97, as cooperativas habitacionais voltam a ser alvo interessante e promissor para o mercado da construção civil.
De olho nesta tendência do mercado imobiliário brasileiro, entidades sindicais do setor paulista (Sinduscon, Secovi e Abicoop) apresentaram, durante o 66º Encontro Nacional da Construção, em Brasília, um manual sobre todo o funcionamento do sistema cooperativo, dirigido e detalhado ao setor.
Os números, segundo levantamento da Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio (Embraesp), alavacam o empenho de empresários a investir nesta modalidade, que não é nova está apenas sendo retomada. ‘‘As cooperativas habitacionais autofinanciadas estão ganhando mercado e voltaram a atuar com fôlego desde o final de 95, basicamente em função da estabilidade econômica do país’’, ilustra o construtor londrinense, Luis Claudio Galhardi, integrante das reuniões de trabalhos no ENIC.
O empresário do setor e também diretor do Sinduscon Norte/Pr lembra da força dos negócios imobiliários, até o início dos anos 90, surgidos em Londrina e em toda a região, através das cooperativas habitacionais. ‘‘Além do exemplo concreto e atual da região metropolitana de São Paulo - onde as cooperativas, em 96, contribuiram com 25% do faturamento total do setor da construção civil (o equivalente a US$ 1 bilhão) - as entidades estão procurando orientar seus associados, da importância do sistema cooperativista. Galhardi completa: ‘‘O Brasil já possui a força necessária referencial. Em Águas Claras, no Distrito Federal, as 89 cooperativas habitacionais são o maior exemplo do sistema no mundo’’.

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