Os representantes das entidades do segmento da construção, arquitetura e engenharia começam a estruturar suas pautas para as futuras reuniões e debates em torno da elaboração do Plano Diretor Participativo do município. Na última semana, cerca de 400 pessoas, entre representantes da sociedade civil organizada e do poder público realizaram a primeira audiência. Gestores do trabalho apresentaram os objetivos e métodos de feitura do documento, que deve ser finalizado até março de 2006.
O Plano será usado para nortear políticas e ações de desenvolvimento da cidade, e pela primeira vez vai contar com a participação de toda a comunidade, que através de oficinas, reuniões e debates devem apresentar suas sugestões, propostas, bem como soluções ao Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). ''A participação efetiva da comunidade nesse processo é um momento ímpar e importantíssimo para que não exista margens para uma revisão do futuro documento'', afirmou Mário Ribas Blansk, gerente regional do Conselho de Engenharia e Arquitetura (Crea).
Ele disse que o envolvimento do órgão será mais voltado ao Código de Posturas do município, meio ambiente e planejamento urbano e viário. ''Não temos ainda nada delineado. Vamos nos inteirar primeiro das discussões para pautar nossas sugestões'', adiantou.
O presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Nelson Brandão, entretanto, já tem traçado alguns pontos que pretende colocar em pauta. Entre eles está pedir uma mudança na Lei Orgânica do município, propondo que o poder legislativo não possa mudar, por exemplo, a lei de zoneamento sem consulta técnica. ''Vamos realizar reuniões no clube com cerca de 30 entidades como associação médica, comercial e ondontológica, juntar as sugestões, filtrá-las e apresentá-las nos debates com o poder público'', disse Brandão.
Na pauta do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), está a discussão sobre a questão perimetral, o que se pode fazer para induzir, por exemplo, a industrialização, o comércio ou a edificação de residências em determinada área da cidade. ''Vamos trabalhar no sentido de que o quer for colocado no Plano seja executável'', frisou Junker de Assis Grassiotto, presidente do sindicato.
O representante da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura em Londrina, o arquiteto Clóvis Bohrer, aponta que a entidade deve apresentar, entre outras coisas, propostas para a melhoria do tráfego na cidade. ''Londrina não tem um trânsito complicado, mas falta alguns detalhes como contornos, conversões e estacionamentos adequados que permita o fluxo tranquilo dos veículos'', destacou o profissional.

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