Engenheiro civil desenvolve novo modelo de lajota
PUBLICAÇÃO
sábado, 14 de agosto de 2004
Erika Zanon<br> Reportagem Local 
Para evitar desperdícios na construção civil e aumentar o rendimento do serviço na montagem das lajes, o engenheiro civil Gilvan Meneses desenvolveu um modelo de lajota cerâmica que promete solucionar as deficiências das peças que são usadas hoje no mercado. Batizada como Lajota Beta, o produto tem como diferencial o sentido das nervuras que dão sustentação e resistência às peças.
Nas lajotas normais essas nervuras são paralelas às vigas, o que facilita o aparecimento de trincas e rachaduras, deixando a peça frágil e vulnerável. ''Existe uma perda excessiva na construção, pois essas lajotas comuns quebram com facilidade'', disse Meneses. Ele explicou que no modelo novo as nervuras estão perpendiculares e apoiadas nas viguetas, que ajudam a distribuir o peso da edificação. O produto, segundo ele, também oferece função estrutural, pois soma a resistência dele à 'força' do concreto.
As principais vantagens da Lajota Beta, como destacou o engenheiro, são a redução do tempo de montagem das peças, alcançando os 30% e a diminuição do desperdício, pois ela é mais resistente e quebra com menos frequência. Por outro lado o custo do metro quadrado é 6% maior. Na peça antiga o metro sai por R$ 12 e na nova o custo é de R$ 12,70. Porém, como ela é 10 centímetros maior é necessário um número menor de peças para preencher determinado espaço.
Outro benefício apontado por Meneses é que a lajota é entregue de acordo com a necessidade do consumidor. As peças vão para a obra na quantidade exata e até com os cortes (na lajota) exigidos pelo projeto. O engenheiro contou que há um ano está desenvolvendo o produto e já o colocou no mercado, obtendo resultados positivos.


