''Uma obra interessante, integrada com a paisagem e, mesmo sendo tão grande, parece estar sob medida para o local'', resume o engenheiro civil Edgard Marin, responsável pela construção do Eco Mercado Palhano. Ele não esconde a empolgação com a engenharia construtiva aplicada na obra e que tem levado profissionais da área a visitarem o local: ''Daria um livro''.
Marin destaca a fachada principal, voltada para o lago Igapó II. ''Temos um balanço de seis metros com um vão livre de 48 metros de extensão.'' A estrutura foi presa por vigas preenchidas com 48 metros cúbicos de concreto cada uma, explica o engenheiro. O uso de muito concreto é, inclusive, um dos destaques da obra, ''para garantir grandes vãos de eixo a eixo'', justifica. A distância entre pilares (8 a 10 metros) também é maior que as utilizadas em grandes obras comerciais. Essa característica determinou ainda a opção por armaduras de protenção (vigas montadas no local).
As três lajes do prédio são evidenciadas pelo engenheiro devido à utilização de 1.250 metros cúbicos de concreto cada uma. Para exemplificar o volume, Marin cita um edifício residencial de 21 andares, em construção ao lado do mercado, obra que ele também administra, que no prédio todo foi utilizado quantidade de concreto igual ao de uma das lajes do Eco Mercado. O volume total do material para o shopping gastronômico chegou a oito mil metros cúbicos.
Não é apenas a quantia de concreto que chama a atenção na obra, mas o tipo do material. De acordo com Marin, pela primeira vez na cidade foi aplicado o concreto autoadensável. ''Material de alta resistência e bastante fluído, que permite preencher todos os vazios, além de garantir mais agilidade e limpeza na obra'', diz. Todas as lajes têm estruturas aparentes, garantindo mais versatilidade e facilidade à manutenção do condomínio.
Para garantir o conceito de sustentabilidade do Eco Mercado, o cimento aplicado tem mais teor de resíduos, de elementos reaproveitáveis. Toda a madeira utilizada na obra, desde a construção das caixarias até as que estão sendo colocadas no acabamento (forros, decks, revestimentos) são de eucalipto ou pinus tratados oriundas de reflorestamento.
A movimentação de terra, estimada em 40 mil metros cúbicos, também teve tratamento especial. Mato deixado no entorno dos tapumes, a instalação de filtros e a limpeza das rodas dos caminhões foram algumas das estratégias que minimizaram a sujeira emitida pela obra. ''Nunca precisamos lavar as ruas por acúmulo de lama'', comemora Marin. (C.G.)

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