Energia elétrica sem riscos
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sábado, 15 de junho de 2013
Vinícius Fonseca<BR>Reportagem Local 
As facilidades e o conforto oferecidos pela energia elétrica dispensam comentários. Entretanto, o funcionamento correto do sistema elétrico exige cuidados, como o uso de materiais e instalações adequadas, que podem minimizar ou evitar acidentes, que vão desde pequenas falhas até mesmo levar uma pessoa à morte. Há inclusive normas técnicas que regulamentam a instalação e o uso de equipamentos e acessórios.
O engenheiro eletricista José Tiago Souza de Lucca, presidente da Câmara de Engenharia Elétrica do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), informa que algumas dessas ferramentas, como o Dispositivo Residual Diferencial (DR), têm uso obrigatório em ambientes úmidos, como cozinha e banheiro. A peça é capaz de detectar uma possível fuga de energia, desligando os circuitos em apenas 3 segundos. A obrigatoriedade da utilização desse equipamento, segundo ele foi estabelecida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), por meio da Norma Brasileira NBR5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão, em vigor desde março de 2005.
Embora, tenha quase uma década de existência, Lucca alerta que o documento não é obedecido por boa parte das construções e a fiscalização não ocorre com a frequência necessária. Segundo ele, o dispositivo é conhecido como o "inimigo do eletricista", pois permite detectar irregularidades nas instalações de um imóvel. "Se tiver qualquer tipo de mal contato, umidade ou isolação mal feita o dispositivo reconhece a irregularidade e impede que a energia elétrica chegue ao circuito", explica.
Nas demais saída de energias, como as tomadas de outros ambientes, a instalação do dispositivo é facultativa, porém recomendada. "Levando-se em conta a gravidade que um acidente envolvendo choque elétrico pode resultar, o custo médio do equipamento e a sua instalação em outros pontos da casa pode ser vantajosa", defende.
Conforme ele, o preço de um dispositivo no mercado varia entre R$ 80 e R$ 200 reais. No custo final de uma obra, a parte elétrica representa, em média, apenas 15% do valor, destaca. A peça, segundo o engenheiro eletricista, é instalada no quadro de energia junto ao disjuntor, responsável pela proteção convencional do sistema.
Outro item de instalação obrigatória no sistema elétrico, segundo Lucca, é o Dispositivo de Proteção contra Surtos (DPS) ou "supressor de surto". O equipamento, como explica o engenheiro, tem a função de proteger os equipamentos elétricos contra picos de tensão geralmente causados por descargas nas redes das concessionárias de energia elétrica.
O engenheiro frisa que, embora uma casa possa ficar sem ambos os dispositivos, o risco de um acidente fatal passa a ser eminente. Para não enfrentar problemas quanto a isso, qual seria então a solução mais viável? "Durante a construção ou compra de uma residência o morador deve checar a existência desses dispositivos e caso constate que o imóvel ainda não os possui, o indicado é providenciar a instalação" orienta. Para garantir a qualidade da instalação, o José Tiago Souza de Lucca indica procurar engenheiros eletricistas que estejam devidamente credenciados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-Pr).
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