Empresas da construção civil investem no mercado de capitais
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de março de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O otimismo no mercado brasileiro está impulsionando o setor da construção civil a apostar, cada vez mais, na abertura de capitais e na comercialização de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Somente no ano passado, o setor da construção civil foi representado por seis empresas.
O volume diário médio de negociação na bolsa é de R$ 3,09 bilhões (dados de janeiro deste ano). Em 2007, quatro empresas do ramo imobiliário colocaram para negociação um total de R$ 4,1 milhões. A primeira empresa a entrar no mercado de ações foi a Cyrela, em setembro do ano passado. Ela foi imediatamente seguida pela Gafisa e pela Company. Também estão apresentando ações na Bovespa para comercialização pública as empresas Klabin Segall, Abyara, Multiplan e Brascan Residencial.
O otimismo do mercado pode ser observado nos dados apresentados neste mês, em reunião com o setor, pelo vice-presidente do Sindicato das Empresas da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), Normando Antônio Bau.
De acordo com os dados, foram concluídas 12.855 unidades residenciais e não-residenciais em Curitiba com mais de 1,4 milhões de metros quadrados construídos. A área construída em 2006 foi 56% maior do que em 2005. Se analisadas as unidades construídas, o número é 61% maior este ano (na comparação com o ano anterior). Das unidades construídas, 84% foram destinadas para uso residencial.
Em valores comercializados, o crescimento foi de 12,5% nos imóveis residenciais e 10,1% nos sobrados. Acima da variação do Custo Unitário Básico (CUB) - índice que mede a inflação no segmento da construção civil - que foi de 4,52%. ''O cenário é favorável para se tomar medidas que estimulem ainda mais o crescimento do setor. Os créditos imobiliários estão abertos e as perspectivas são boas'', analisou Bau. Em 2005, o setor movimentou R$ 4,8 bilhões em aplicações de cadernetas de poupança. Em 2006, foram aplicados R$ 9,5 bilhões. A expectativa em 2007 é de R$ 10,5 bilhões.
A aplicação de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para financiamento de moradia popular e para baixa renda foi de R$ 5,5 bilhões em 2005; R$ 6 bilhões em 2006; e previsão de R$ 7,3 bilhões em 2007.


