Em Curitiba, crescimento foi tímido
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domingo, 25 de dezembro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Pelo segundo ano consecutivo, o setor da construção civil fechará 2005 com pequeno crescimento em relação ao número de imóveis construídos no ano anterior. O crescimento ainda é tímido, mas a quantidade de novos lançamentos imobiliários e de alvarás para construção solicitados à Prefeitura de Curitiba criam a expectativa de um melhor desempenho em 2006 em todo Estado.
Até novembro, foram lançados 1.838 novos empreendimentos em Curitiba, quantidade 54% acima do volume registrado em 2004. A quantidade de alvarás expedidos, por sua vez, mostra um aumento de 30% na área liberada para novas construções em relação a 2004. Este ano foram liberados 1,7 milhão de metros quadrados para um total de 12.457 unidades. Dessas, 10,881 (87%) são destinadas para uso residencial.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Paraná (Sinduscon/PR), Julio Cesar de Souza Araujo Filho, o aumento significativo no número de unidades residenciais concluídas é outro indicativo de melhoria para o setor. De janeiro a novembro deste ano foram construídas 5.722 unidades residenciais contra 4.174 no mesmo período do ano passado, o equivalente a um crescimento de 37%. ''Outro dado importante refere-se à construção de moradias de baixa renda, que representou 11% dessas unidades'', ressaltou.
Os números de 2004 e 2005 ainda estão longe dos resultados obtidos em 1998, 1999 e 2000. Nessa época, a construção civil produziu em média 1,6 milhão de metros quadrados por ano na Capital. Em 2004, o setor construiu 884 mil metros quadrados e fecha este ano com cerca de 6,7 mil unidades totalizando 900 mil metros quadrados.
O presidente do Sinduscon criticou a alta carga tributária sobre o setor e os encargos trabalhistas. Segundo ele, a construção civil emprega hoje 151 mil trabalhadores no Paraná, sendo que 52% (79 mil) não têm carteira assinada. ''Se a construção civil tivesse uma carga tributária compatível com a sua produção, isso seria positivo não só para o emprego no setor, mas empurraria toda a economia'', afirmou. Uma das expectativas é que a Lei de Pequenas e Micro Empresas que será votada no Congresso no início de 2006, permita o enquadramento do setor como empresa Simples.


