A transformação do habitat para qualquer espécie, em qualquer parte do mundo, exigirá novos instrumentos de sobrevivência. A verticalização das cidades, considerada símbolo de progresso, foi a alternativa que o homem encontrou para adequar os espaços ao crescimento populacional. Neste caso, o elevador é um exemplo de equipamento indispensável em grandes centros porque agiliza o transporte de pessoas e materiais.
O maior benefício desta máquina é a economia de tempo proporcionada aos usuários. No entanto, a preocupação com a velocidade da engrenagem não deve superar o interesse pela segurança. Assim como outros meios de locomoção, o elevador necessita de revisões frequentes. Os fabricantes aconselham a manutenção mensal e o bom uso do equipamento.
Segundo o engenheiro industrial mecânico Stéfano Mitamura, o check-list dos técnicos inclui, por exemplo, avaliação dos cabos de aço, sistema de frenagem, portas, molas, painéis de acionamento e comando, lubrificação de peças e limpeza. ''Em situações anormais, a dica é interditar o elevador e solicitar o reparo ao profissional responsável pelo condomínio'', sugeriu.
A periodicidade da manutenção preventiva e o pagamento dos consertos são definidos em contrato entre o cliente e o prestador de serviço. O funcionário que vistoria e corrige defeitos é um técnico mecânico ou, simplesmente, alguém com prática. A qualidade do serviço é garantida pela supervisão de um engenheiro mecânico que é fiscalizado pelo Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea).
''No início, normalmente, ele entrega um Plano de Manutenção, Operação e Controle dos elevadores ao contratante e, uma vez ao ano, é obrigado a emitir uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ao Crea para comprovar suas atividades'', disse Jeferson Oliveira da Cruz, gerente regional do Crea-Londrina.
Segundo Kátia Marin, supervisora de marketing da Atlas Schindler, algumas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, criaram leis rigorosas em relação à segurança dos elevadores. A idade destes municípios e, consequentemente, dos equipamentos é uma das principais razões para a precaução.
A existência da geração pantográfica (com grade), manual e automática na mesma cidade exige criatividade e reciclagem dos profissionais de manutenção. Eles necessitarão de conhecimentos em eletrônica e, ocasionalmente, adaptarão ou substituirão peças de elevadores antigos devido a alterações na finalidade do edifício, fluxo de usuários e até do clima.
''Em elevadores manuais, por exemplo, onde o fecho é hidráulico, a regulagem do óleo altera a velocidade no fechamento das portas. No inverno, o líquido engrossa e provoca lentidão. No verão, a situação é inversa e a correção é necessária para evitar acidentes'', completou Joel Carraro, coordenador técnico da ThyssenKrupp no Paraná.

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