Edifícios terão medidores de água individuais
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Eli Araujo<br> Reportagem Local 
Os apartamentos dos novos edifícios a serem construídos em Londrina terão medidores individualizados de água. A decisão está prevista em uma resolução do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma), que cria o Programa de Uso Racional de Água no município, e entra em vigor a partir do dia 1º de janeiro próximo. A medição individualizada já acontece com relação ao consumo de gás e energia elétrica. O Consemma resolveu fixar uma data para a adoção das novas medidas em função das implicações nos novos projetos.
A mesma resolução ainda estabelece que as novas construções sejam projetadas prevendo a captação da água de chuva, que deverá ser usada para regar jardins e hortas, lavar carros, roupas, pisos e fachadas, dar descargas em vasos sanitários, e resfriar máquinas e telhados. A captação de água da chuva também será obrigatória nas novas residências com mais de 200 metros quadrados de área construída. A área mínima prevista para a esta finalidade será de 1% nas residências com 200 metros, deverão ser reservados 2 metros quadrados da cobertura, o suficiente para uma cisterna com capacidade de 2 mil litros de água.
A resolução do conselho estabelece que os projetos só serão aprovados pela Prefeitura de Londrina se obedecerem as novas regras. A Secretaria de Obras só vai liberar o habite-se também após a comprovação do cumprimento das exigências. As regras valem também para novos prédios públicos (municipais, estaduais ou federais), construções comerciais e industriais.
Segundo Fernando de Barros, presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente, o objetivo da resolução é contribuir para o consumo consciente da água potável. A questão da água é muito séria e embora o Brasil tenha grande quantidade de água, há uma necessidade urgente de se poupar este recurso natural, afirma. Barros acredita que a adoção dos medidores individuais nos apartamentos e a captação de água da chuva vai reduzir em pelo menos 40% o consumo de água potável nos novos edifícios e residências.
O Consemma também criou algumas regras para reduzir o uso água potável na limpeza das calçadas de residências e edifícios e para impedir o uso de produtos químicos, especialmente os ácidos, durante a lavagem. A nova resolução foi aprovada na última reunião do conselho, realizada segunda-feira, e entrará em vigor nos próximos dias, assim que for publicada no diário oficial do Município.
Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) no Norte do Paraná, a resolução do Conselho Municipal do Meio Ambiente deveria ser melhor discutida antes de entrar em vigor com força de lei. A entidade faz alguns questionamentos e argumenta que houve falta de diálogo. O vice-presidente do Sinduscon, Gerson Guariente Junior, diz que tanto a medição individual do consumo de água quanto a captação da água da chuva não são novidade e já estão sendo adotadas em várias obras há mais de 10 anos.
O empresário explica que não há necessidade de medidores individuais em vários tipos de obras em função do tamanho dos edifícios. O medidor individual pode não gerar a economia pretendida porque o consumo de muitas famílias é muito pequeno e não vai atingir o consumo mínimo estabelecido pela Sanepar (10 mil litros de água por mês).
A obrigatoriedade da instalação de medidores individuais, na opinião de Guariente, vai encarecer os projetos e os custos serão repassados ao consumidor. O sindicato vai insistir em rever a resolução do Consemma, segundo ele, mas garantiu que a decisão será obedecida enquanto permanecer em vigor.


