Marcelo AlmeidaOásisÁreas verdes cercam os edifícios de alto padrão, onde o metro quadrado custa em média R$ 900,00Quando o projeto Ecoville foi lançado, em 1993, na região do Mossunguê, em Curitiba, a promessa de um novo conceito em morar bem foi o assunto no mercado imobiliário. Inspirado no condomínio Alphaville, verdadeiro oásis de tranquilidade e segurança na capital paulista, a Ecoville se transformou em sinônimo de sofisticação por oferecer apenas edifícios em terrenos amplos e com apartamentos de metragem - e preço - elevados.
Com tanto requinte, pode-se pensar que o empreendimento custaria a ser absorvido pelo consumidor curitibano. No entanto, segundo as construtoras responsáveis pela idéia (Hauer, Moro, Irmãos Thá e Casa Construção), a Ecoville entra agora em sua segunda fase amparada pelo sucesso comercial dos primeiros prédios já erguidos. Cada construtora já começa a comercializar um segundo edifício de alto padrão, além de já ter comprado vastas áreas com vistas a novos empreendimentos dentro dos próximos cinco anos.
‘‘A Ecoville é o futuro de Curitiba’’, gosta de dizer o gerente comercial da Thá, José Renato Pallú. O primeiro empreendimento da construtora no local, o edifício Green Valley, já está com 90% de seus 31 apartamentos vendidos, e a entrega das chaves está marcada para setembro. São apartamentos de 371 metros quadrados, um por andar, com quatro quartos e três vagas de garagem. Tudo em um terreno de 5,5 mil metros quadrados.
O tamanho dos terrenos é fator determinante da qualidade de vida, na opinião dos construtores. Para um prédio de 12 andares, por exemplo, são necessários no mínimo três mil metros quadrados de área. Quanto mais alto, maior precisa ser o terreno, a fim de garantir espaço para canchas poliesportivas, piscinas, jardins e churrasqueiras.
Segundo José Renato Pallú há demanda em Curitiba por apartamentos desse porte. Os edifícios da Ecoville têm em média 25 andares, sempre com um apartamento por andar, com dimensões entre 400 e 600 metros quadrados. O preço do metro quadrado gira em torno de R$ 900,00.
Com requintes tecnológicos de última geração, como acesso aos elevadores por cartão magnético e no-break para garantir o funcionamento dos sistemas de segurança em caso de falta de energia elétrica, os edifícios da Ecoville respondem às ansiedades de quem não quer se incomodar com assaltos ou sequestros.
Embora a proposta da região seja mesmo de oferecer apartamentos de grandes dimensões, já há uma vertente voltada para o consumidor de menor poder aquisitivo, mas ainda assim interessado em conforto, segurança e lazer. A Irmãos Thá pretende lançar apartamentos entre 150 e 200 metros quadrados, justamente para ampliar a faixa de clientes. Outra idéia é criar pequenos centros comerciais, com recursos básicos como padaria, farmácia ou minimercado.
Guarnecida por boas vias de acesso, seja para quem está de carro ou ônibus, a Ecoville pretende ser um local cujo crescimento está planejado, evitando a transformação em uma ‘selva de pedra’. ‘‘As pessoas já entendem que a Ecoville é um conceito diferente de viver e morar, e apostam nisso’’, avalia o gerente comercial da Hauer, Luiz Affonso Muggiati.

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