Edifício com baixo custo
PUBLICAÇÃO
sábado, 31 de maio de 1997
Ligia Barroso Especial para Folha Imobiliária 
DivulgaçãoPlanta do edifício, situado na zona Oeste: substituição de itensReduzir custos, sem cortar benefícios e qualidade de serviços e materiais. Diminuir lucros, sem inviabilizar o giro operacional financeiro da obra. Com estas regras estabelecidas, diferentes projetos foram elaborados e orçados, até que se viabilizasse o custo final desejado pelo consumidor de um mercado específico: classe média que busca apartamentos emregiões já servidas por infra-estrutura de serviços (colégios, supermercados, comércio em geral, tranquilidade e facilidades de tráfego) e de lazer (jardins, salas de jogos, quadras poliesportivas, espaços recreativos infantis). A única coisa que foi cortada no projeto do Edifício Bella Torre, foi a sofisticação dos materiais de acabamento, garante o construtor Luiz Carlos Pires.
O empreendimento, lançado há duas semanas, já vendeu 26 das 68 unidades - equivalente a 38%. Localizado na esquina das ruas Alfredo Battini com Rangel Pestana, em área de 1.487 m2, o edifício de 17 andares (quatro por pavimento) começa a ser construído nos próximos 30 dias e tem entrega prevista para julho de 2000. Com área total de 114 m2 (três dormitórios, banheiro social, sala em dois ambientes, coz-nha, área de serviço e garagem), as unidades têm preço médio de R$ 39 mil (dependendo do andar e posição do apartamento, frente ou fundos), com pagamento parcelado em até 60 meses.
Segundo Pires o projeto do empreendimento teve início há mais de um ano, quando observou que a maior demanda estava entre clientes que buscavam ofertas, em imóveis novos, com metragem total entre 100 m2 e 120 m2, cujo valor máximo fosse compatível com seu poder de compra, ou seja, cerca de R$ 40 mil. Concluímos que se conseguíssemos reduzir custos totais, na ordem de 25%, teríamos um produto adequado ao poder aquisitivo e às necessidades destes clientes.
O sócio-gerente da Quadra Construtora enumera itens que possibilitaram a redução no preço final de venda: O terreno com topografia natural favorável, o maior número de pavimentos e o consequente aumento em unidades; a possibilidade de negociar diretamente com indústrias para o fornecimento de materiais de acabamentos; adequação dos projetos arquitetônico, estrutural, hidráulico e elétrico; redução da margem de lucro da construtora e de percentuais de comissionamento da própria equipe de vendas.
Pires afirma que nos 74 m2e de área privativa, procurou-se racionalizar custos com a eliminação de sacada, do banheiro privativo e dependência de empregada e de venezianas nas janelas dos dormitórios. Também não vamos usar pastilhas e ou qualquer outro elemento cerâmico decorativo, na fachada do prédio, acrescenta.
O memorial descritivo do Bella Torre, tampouco prevê o que está muito em moda, que é o granito e a madeira laminada. O revestimento interno programado é uma forração, mas caso queira, o cliente poderá optar pelo crédito em equivalência e usar outro revestimento, assumindo assim a diferença dos custos, afirma o construtor.


