Garagem com um pé-direito com mais de dois metros e meio de altura para que o morador possa ‘‘duplicar’’ a sua vaga do carro. A solução para os problemas comuns de quem tem dois carros, mas só uma vaga na garagem, é da Moro Construções (Curitiba) que já está adotando a novidade nos edicíficos do residencial Visconti & Fellini, em obras no Alto da Glória.
Com a ‘‘duplicação’’ do espaço na vertical/altura será possível a utilização dos car lifts – sistemas de elevadores para carros com uma pequena plataforma que eleva automóveis com peso de até 1.500 kg.
‘‘Qualquer pessoa acima de 18 anos pode manusear o equipamento’’, enfatiza Edson Okamura, gerente geral da Yok Equipamentos, a empresa responsável pela distribuição do produto. Ele explica: ‘‘O manuseio é muito simples: o carro deve ser colocado de ré na plataforma, que possui uma depressão como limitador de manobra. Após descer do veículo, o motorista já pode acionar o sistema por meio de chave, elevando o automóvel.’’
Por ser um equipamento elétrico, o gerente garante que na falta de energia, o carro pode ser baixado através do acionamento manual. Além disso, quando for elevado, estará seguro por uma trava de segurança mecânica, que somente será destravada quando o usuário desejar baixá-lo.
A tecnologia que há algumas décadas já faz sucesso em condomínios residenciais da Europa, Estados Unidos e, principalmente no Japão, também pode se tornar uma tendência nas grandes cidades brasileiras, onde a maior parte das pessoas que mora em edifícios com unidades de metragens médias de 110 m2 de área total, não tem espaço para estacionar o segundo carro ou não quer pagar muito mais por isso. E o número de vagas na garagem, dependendo do empreendimento, aumenta também o custo do apartamento, pois a garagem é área útil do imóvel.
Para o gerente de projetos da Moro, Sergio Silka, uma das grandes vantagens dos car lifts é que além do cliente estar comprando um apartamento mais barato devido à metragem menor (mas com espaço suficiente para acomodar dois carros), ele também pagará um IPTU mais barato. ‘‘É a otimização do espaço físico e, consequentemente, do preço’’, reafirma Silka.
O custo do elevador, para este empreendimento, é de R$ 4.500,00, cerca de 30% a 40% do valor que seria pago por uma nova vaga, que pode chegar (no caso do Visconti & Fellini) até a R$ 15 mil.

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