Dono da casa supervisionou tudo
O industrial do ramo metalúrgico Armando Volpatto, 51 anos, três filhos, mora em uma vistosa e confortável casa de 265 metros quadrados, na região central de Cascavel. Ele está plenamente satisfeito com a moradia, não reclama dos materiais empregados, de construtora, de mão-de-obra ou dimensionamento e divisão de espaços. Afinal, a construção teve o dedo direto de Volpatto.
Ele encomendou o projeto a um arquiteto e a um engenheiro (que assumiram a responsabilidade técnica) e supervisionou todas as etapas - da compra do material à contratação de pedreiros e acompanhamento do trabalho. Armando Volpato demorou dois anos para concluir a casa, e estima que tenha economizado cerca de 30% em relação ao que gastaria se tivesse comprado o imóvel de uma construtora, num pacote fechado, tipo chave na mão.
O industrial já tem experiência em autoconstrução. É a segunda casa que ele constrói dessa forma. E aprendeu lições importantes. Volpatto acha que teve uma idéia interessante ao sugerir ao arquiteto que projetasse a garagem atravessada, e não de frente para a rua (no espaço cabem até três carros). A moradia tem dois pisos, e no de cima há uma sacada. Também nesse espaço o dedo de Volpatto funcionou, pois não estava previsto cobertura.
Ele percebeu que em dias de chuva ou sol forte haveria problemas, inclusive de infiltração. A cobertura, com telhas coloniais resolveu e melhorou a estética. Internamente, outra lição extraída da casa velha, que tinha dois quartos que Volpatto considera muito grandes, com cerca de 18 metros quadrados cada. Na casa nova, há duas suítes e dois quartos confortáveis - afinal, estas dependências são o aconchego principal da família.
O industrial garante não ter se incomodado sequer com pedreiros, porque contratou um bom mestre-de-obra. Ele também pesquisou muito os materiais de construção. Como não tinha pressa, uma vez que já morava em casa própria, pode avançar com o projeto calmamente, avaliando cada detalhe.Edson MazzettoArmando Volpatto e sua bela casa de dois pisos: ele próprio coordenou a obra, economizou e se deu bemPaulo Pegoraro





