Judite, Sueli e Dailsa, da família Barbosa, aguardam ansiosas a conclusão das obras do Residencial Vista Bela, na Zona Norte, para se mudarem para a nova casa. Há seis anos elas vivem no fundo de vale da Quadra Norte, onde moram improvisadamente em casas vizinhas.
''Minha casa foi erguida com madeira e tijolos que as pessoas me davam. Se não fosse aquilo alí (mostra para o imóvel), nunca teria condições de ter casa própria. A prestação é baixa e dá para pagar e comer'', relata Judite, que é aposentada. Quer deixar para trás situações como ter de acordar de madrugada para fugir da enxurrada que ameaça invadir sua casa atual. ''Tenho medo que tudo desabe. Isso aqui é muito sofrimento'', desabafa Sueli.
Dailsa se emociona ao contar que foi viver no fundo de vale após perder o emprego. ''Tudo é irregular. A água vem da mina e quando chove é humilhante. Os canos vão embora e a gente fica sem água'', relata, emendendando que já tem planos para o futuro. ''Quero ir para lá, montar um carrinho de lanche, ganhar dinheiro e aumentar minha casinha.''
Foi também pelo ''Minha Casa, Minha Vida'', que o professor Sérgio de Freitas, realizou o sonho da casa própria. ''Queria sair do aluguel, o dinheiro pago nessas condições não volta e o do financimento é um investimento em algo que já é seu'', diz ele, que comprou um apartamento no Vista Bela de R$ 100 mil e obteve subsídio de R$ 8 mil. ''Ganhar subsídio e pagar parcela quase igual ao aluguel e que regride é tudo de bom'', celebra. (K.A.)

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