A estatura física, a idade e os gostos pessoais são fatores determinantes na hora de projetar a parte interna de um armário. Para quem acha que bastam prateleiras, cabideiros e gavetas, os profissionais mostram que é preciso mais do que isto. As novas tendências da arquitetura procuram adequar praticidade e beleza, priorizando as necessidades do cliente.
DivulgaçãoO gravateiro ocupa um canto morto do quarto, otimizando os espaçosQuando a pessoa é alta as divisões superiores dos armários podem ser melhor aproveitadas. Se o cliente é de idade avançada, a parte inferior não deve ser utilizada para guardar roupas de uso diário, já que as pessoas normalmente têm dificuldades para se abaixar. Estas são algumas das dicas da arquiteta Karin Bernardes.
A profundidade dos cabideiros, que em média é de 60 centímetros, pode chegar a 62 ou 63, quando os clientes são maiores. Nestes casos, a altura média, que é de um metro, também pode aumentar alguns centímetros. ‘‘No quarto de um casal de estatura baixa, eu projetei um armário que vinha com uma escada embutida’’, conta a arquiteta.
Karin Bernardes explica que tudo depende do espaço disponível e do gosto da pessoa. ‘‘Quem é fanático por sapatos, por exemplo, precisa de um espaço maior para guardá-los’’. Outro cliente seu, que prefere guardar as camisas dobradas e não penduradas, ganhou um armário com 60 estreitas gavetas de vidro, para facilitar na hora da escolha da roupa.
A arquiteta explica também que, quando o armário precisa ser instalado num corredor, onde a profundidade máxima não ultrapasse os 40 centímetros, por exemplo, ele deve ser usado apenas para guardar toalhas, material de casa ou roupas que possam ser dobradas em prateleiras.
Na Casa Cor Sul deste ano, onde a arquiteta projetou o ambiente Oficina, os armários também foram adequados às necessidades. ‘‘Criei módulos com rodinhas, feitos em chapas de aço, para guardar o material de pesca’’, conta. Os armários móveis poderiam ser instalados em qualquer outro espaço.
Karin explicou que o material que tem sido mais utilizado nas divisões internas dos armários é o MDF, uma madeira mais avançada que o aglomerado. A mistura de resina com pó de madeira absorve menos água, apresenta maior durabilidade, resistência e firmeza, além de atuar como anti-umidade. ‘‘É um material mais fácil de trabalhar’’, afirma Karin.
Serviço
- Karin Elisa Brenner Bernardes - Engenharia de Interiores - Rua Desembargador Benvindo Valente, 400, sala 3, CEP: 80520-020, Curitiba - PR. Fone (041) 224-7156 / tel/fax: (041) 224-1831

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