Dividir ambientes exige metodologia
Célia Baroni
Grandes espaços. Pequenos espaços. Não importa. A dificuldade de criar mais de um ambiente em um mesmo espaço sempre esquenta a cabeça de pessoas leigas. Não basta o bom gosto de cada um. Aí começa o arrasta móveis de um canto para o outro com resultados nem sempre satisfatórios. Já pensou levantar uma parede na sala e não gostar do efeito? Por isso, são valiosas as dicas sobre as alternativas para viabilizar a divisão de ambientes, como fazê-las e quando valem a pena.
O arquiteto Henrique Brunelli é objetivo. Para dividir um ambiente é necessário respeitar a metodologia. Um projeto é como uma receita de bolo, pode-se criar, mas existem as regras básicas, comenta. A palavra mágica, diz, é o fluxo - movimento dentro do espaço - normalmente definido por janelas e portas. É ele que norteia a divisão. Normalmente a própria circulação indica onde e quantos ambientes podem ser criados, frisa.
Outro cuidado importante na hora de dividir um espaço, orienta o decorador Alexandre Moreira, é avaliar o tipo de divisória ideal. Grandes áreas permitem a utilização de divisórias concretas como paredes de gesso, madeira, portas de correr, tijolos de vidro, etc. A mistura com divisórias virtuais - assim chamadas porque apenas sugerem a divisão com desníveis, móveis e vasos estratégicamente colocados; iluminação diferenciada para cada ambiente, etc ajuda a tornar o ambiente mais leve.
Para os pequenos espaços, as divisões virtuais são as mais indicadas. Uma divisão concreta sempre reduz o tamanho da área, o que não é interessante em um espaço pequeno porque corre-se o risco de criar um labirinto, defende Moreira.Isto não significa que o recurso não possa ser usado. Dependendo o caso pode, mas com parcimônia, ressalta.
Um biombo, por exemplo, pode determinar os limites de um canto de leitura. A divisória entre a sala de estar e hall pode ser feita com vasos de plantas ou um aparador. Moreira conta que em um de seus projetos usou uma lâmina de vidro para separar um ambiente do outro. Sobre a lâmina foi colocado um único quadro dando a impressão de que ele flutuava. Estas opções, no entanto só valem quando o objetivo é delimitar o espaço sem tirar a visão.
Se a idéia e a necessidade pedirem também privacidade, as opções mudam. Cortinas são uma alternativa interessante para separar a área íntima da área social. Elas tem mobilidade. Podem ficar abertas no dia a dia e fechadas quando necessário, argumenta. Outra opção com leveza visual que se adapta a pequenos e grandes espaços com o mesmo charme são as portas de correr.
Para grandes espaços, o astro é o gesso acartononado. Resistente e de fácil colocação, ele é novidade no Brasil mas amplamente utilizado na Europa e Estados Unidos. O produto permite a criação de nichos e paredes sem inibir a criatividade.Segundo os profissionais da área, o movimento dentro do espaço - normalmente definido por janelas e portas - é que vai nortear a divisão
Cesar AugustoTipo idealGrandes áreas permitem a utilização de divisórias concretas como paredes de gesso, madeira, portas de correr e tijolos de vidro. Aqui, a dona da casa optou pela porta de correrPaulo WolfgangO desnível entre os ambientes é um recurso muito usadoReproduçãoParede em blocos de vidro separa o hall da sala de estar





