- Existem vários cuidados que, apesar de simples, são essenciais. Ricardo Oliveira observa que é importante saber como as espécies serão combinadas, como serão sobrepostas, as épocas de floração simultânea e plantas que ocuparão lugar de destaque quando as demais não estiverem floridas. ‘‘Devemos ainda ver em cada planta uma peça única a ser combinada em harmonia com as demais’’.
- A escolha das plantas requer atenção especial. Segundo Ricardo Oliveira, algumas regiões não têm clima adequado para determinados tipos de flores. Ele cita o exemplo da região de Londrina que, ao contrário do que acontece no Sul do país, não possui um clima muito propício para o cultivo de plantas anuais (que devem ser replantadas todo ano).
- Para se obter um bom resultado não é preciso buscar espécies raras. ‘‘O trabalho de paisagista visa dissolver a idéia de plantas nobres e plantas comuns, passando a encará-las como plantas oportunas ou não em determinado local’’, diz. ‘‘Um exemplo é a margarida do campo (wedelia paludosa) que, combinada com cortaderia argentea ou capim dos pampas, resulta num efeito de extrema suavidade. Este é apenas um exemplo em que se pode usar plantas nativas com sucesso. Ricardo Oliveira lembra, ainda, que ambas são extremamente rústicas e necessitam de poucos cuidados e atenções.
- Ao montar seu jardim leve em conta: as cores das paredes e o tipo de piso; a personalidade de quem vai desfrutar do espaço; qual será a utilização dele (lazer, descanso, local para receber amigos, para crianças brincarem); se vai abrigar ou não animais de estimação; e a disponibilidade da pessoa para cuidar do jardim, o que se resume, basicamente, em regá-lo com assiduidade.

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