A indefinição sobre o futuro do terreno que abrigou o antigo ginásio Colossinho, no centro de Londrina, desperta a imaginação de todos. Num terreno de 14.058 metros quadrados, localizado em área nobre da cidade, interesses heterogênos constróem, mentalmente, cenários para várias destinações.
Para o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (IPPUL) Luiz Figueira de Mello e o arquiteto Christian Steagall-Condé, o local deveria ser transformado num equipamento público de lazer como, por exemplo, uma praça arborizada, útil no relaxamento e a práticas de esportes e playground.
''Infelizmente, o município não possui verba para desapropriá-lo'', alega Mello. ''Priorizando a vocação da região sobre nosso desejo, a melhor opção seria a instalação de lojas que gerariam empregos, mais impostos, aqueceriam o comércio pré-existente e valorizariam os imóveis'', consola-se o arquiteto.
Na opinião de Rubens Benedito Augusto, recém-empossado presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), a alternativa mais adequada ao desenvolvimento daquela região seria um grande empreendimento comercial, com frente para a Rua Quintino Bocaiúva, mesclado ou não com edifícios residenciais. ''O mais importante já foi feito: a derrubada dos escombros e a limpeza do terreno. Agora, é preciso reativar a área, aproveitando todas as suas potencialidades'', complementou.
Como representante da construção civil, Junker Grassiotto, presidente do Sinduscon/Norte do Paraná, sugere uso múltiplo do terreno em questão. Segundo ele, Londrina é fruto da diversidade de atividades e um templo religioso também é parte dessa mistura. ''No entanto, qualquer construção naquele local deverá estar integrada ao ambiente em respeito àqueles que vivem e trabalham na vizinhança''.
O pastor Walace Mendes confirmou o interesse da Igreja Universal do Reino de Deus pelo terreno do antigo Colossinho, mas ele não é o único imóvel em vista. A Igreja avalia outras três possibilidades de compra no centro de Londrina. ''Queremos um local de fácil acesso para construirmos uma catedral que atenda as necessidades dos quase 10 mil fiéis da cidade'', explicou o pastor, ao afirmar que uma contraproposta ao R$ 8 milhões cobrados pelos proprietários será feita a partir do próximo dia 16.
Independentemente da área escolhida, a Igreja sabe que precisará apresentar um Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) lei municipal nº 9.869, de 20 de dezembro de 2005 conforme a lei federal 10.257/01 e também um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O artigo 2º da lei municipal diz o seguinte: ''O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, incluída a análise, no mínimo, das seguintes questões: adensamento populacional, equipamentos urbanos e comunitários, uso e ocupação do solo, valorização imobiliária, geração de tráfego e demanda por transporte público, ventilação e iluminação e paisagem urbana e patrimônio natural e cultural.''

mockup