O engenheiro civil e corretor de imóveis Ageu Ramos, de São Paulo, já edificou cerca de 1,9 milhão de metros quadrados e analisou mais de 1,35 milhão de metros quadrados em projetos de edifícios residências e comerciais, shoppings e hotéis. Essa experiência permitiu a ele concluir que o aumento da produtividade depende da qualidade na concepção e elaboração dos projetos de edificações.
Com base nessa vivência, Ramos escreveu o livro ''Incorporação Imobiliária - roteiro para avaliação de projetos'', que tem como principal objetivo minimizar o desperdício na construção civil, estimado pelo autor em 25% do valor total de uma obra. ''É o mesmo que dizer que a cada 100 casas construídas, 25 são jogadas fora. Avançamos tecnologicamente nos últimos anos, mas não o suficiente para evitar a perda descontrolada de mão-de-obra e material'', avalia Ramos.
Segundo ele, as causas estão, principalmente, nos erros de planejamento e de execução da obra. Mas convém fazer uma distinção entre dois tipos de desperdício - o visível, que chama mais atenção, pois sai da obra nas caçambas dos caminhões; e o oculto, que poucos percebem.
Segundo Ramos, o erro visível acontece quando uma parede é construída em determinado lugar e depois descobrem que aquele não é o local apropriado. ''A parede tem que ser demolida e os resíduos com certeza vão para a caçamba e isso é desperdício'', exemplifica. No erro oculto, como o nome já diz, as pessoas nem percebem o desperdício e podem ter pago a mais por uma obra. Uma área de elevador com 40 metros quadrados, por exemplo, que poderia ter sido contruída com 35 metros. ''O desperdício quem paga é o consumidor'',
Ramos afirma que o traço do arquiteto define o custo e o potencial de receita da obra. ''Erros no projeto ou levam ao desperdício ou prejudicam a qualidade da obra, desvalorizando o imóvel no mercado. E isso, sem a menor sombra de dúvidas, atinge a imagem do incorporador.'' ''Roteiro para avaliação de projetos'' pode ser considerado como uma ferramenta para se realizar avaliações e antecipar os possíveis problemas.
Para evitar esses problemas, Ramos sugere e também explica no livro, que o essencial em uma obra é avaliar o projeto do arquiteto, quantas vezes for preciso. ''Para não haver desperdícios, não podem acontecer erros nem pra mais, nem pra menos'', conclui o autor. É preciso, segundo ele, fazer as avaliações quantativas e qualitativas da obra antes de começá-la.
O livro facilita a tomada de decisões sobre projetos de edifícios residenciais e é dirigido a arquitetos, engenheiros, corretores, construtores, estudantes e compradores de imóvel, com avaliações quantitativas e qualitativas de interesse do incorporador, do construtor e do usuário. O prefácio é do presidente do Secovi-SP, Romeu Chap Chap e conta com depoimentos de diversos empresários e dirigentes do mercado imobiliário nacional.
Serviço
''Incorporação imobiliária - roteiro para avaliação de projetos'', Ageu Ramos. Editora Lettera. 262 páginas. O livro pode ser adquirido pelo site www.incorporadorimobiliario.com, ou pelo telefone (61) 323-2427 ou 9985-7537

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