Designers de interiores descobrem filão corporativo
PUBLICAÇÃO
domingo, 09 de fevereiro de 2003
Da Redação 
O mercado de designers de interiores brasileiro está mudando seu foco. Hoje, cerca de 50% dos projetos desenvolvidos por arquitetos e decoradores são destinados ao ramo corporativo, que deve crescer este ano 40%.
Segundo Carolina Szabó, presidente da Associação Brasileira de Designers de Interiores (ABD), há oito anos, esse número era inexpressivo. Ela afirma que em 1995 o mercado de designer de interiores residenciais faturou R$ 4,8 bilhões e a área comercial ainda não investia no setor. Porém, em 2001, os números indicam um novo perfil para esse mercado: o segmento residencial faturou R$ 11,1 bilhões e os projetos da área comercial alcançaram R$ 9,1 bilhões.
A previsão para 2003 é que o desempenho para o mercado corporativo supere o residencial. ''Há uma tendência mundial de crescimento, pois as empresas estão investindo mais em sua imagem'', disse ela.
O arquiteto autônomo Luis Augusto Garçon criou um home-office (escritório em casa), para atender seus clientes, que são principalmente corporativos. No mercado há 12 anos, Garçon acredita que há uma busca crescente entre as empresas pela modernização de suas instalações. Otimista com esse mercado, o arquiteto pretende montar uma empresa de design de interiores, esse ano, se os negócios se mantiverem aquecidos. ''É preciso, em média, R$ 20 mil de investimentos'', afirmou.
Por confiar no crescimento do setor, a De Paula Projetos anuciou que irá destinar 20% de sua receita em desenvolvimento profissional, através de cursos para capacitação de sua equipe técnica, e em marketing. A empresa espera crescer 15% este ano, o que representa mais do que o dobro do ano passado. Em 2001, a De Paula faturou R$ 390 mil e fechou 2002 com R$ 410 mil. Para Gislene de Paula, proprietária da empresa, o mercado single (pessoas que moram sozinhas) vem se mostrando promissor. (Agência Sebrae de Notícias)


