Design dá status a utilitários
PUBLICAÇÃO
domingo, 31 de dezembro de 2000
Célia Baroni De Londrina 
Hoje o charme da decoração está nos objetos e o glamour no design das peças. Mais do que nunca o morar é uma composição minuciosa, quase um quebra-cabeça de múltiplas imagens e detalhes. Estamos longe da renascença, onde o excesso de informações era borbulhante, e distante do neoclássico seco do alemão. Hoje o número de objetos decorativos permitido é restrito e, por isto, tudo tem de ser muito bonito.
A perfeição está no meio, diz um provérbio. Em um dia-a-dia que exige funcionalidade e agilidade; o design elevou os utilitários a decorativos. É o 2 em 1 ou 3 em 1; a multiplicação da funcionalidade sem abrir mão da beleza. Esta tendência veio para ficar. É definitiva, analisa o empresário e administrador londrinense, Alexsander Vieira Batista.
Há cerca de dois anos ele decidiu transformar o hobby em trabalho e assumiu a profissão de designer de objetos de decoração. Em parceria com o dentista Edson Tófolo, 41 anos, formaram a Metal Brasil. Desde o início investimos no design de objetos com utilidade prática. Mesmo atualmente são poucos os objetos de nossa linha que são meramente decorativos, afirma.
A resposta foi praticamente instantânea. A empresa londrinense se firmou e conquistou o mercado nacional, e hoje tem seus produtos em lojas de praticamente todo o País.
Os dois profissionais se dedicam ao design e trabalham juntos no desenvolvimento das peças. Temos uma preocupação especial com o acabamento e com a escolha do material porque nossas peças são feitas para serem usadas, afirma Edson Tófolo.
São cerca de 150 objetos feitos em ferro, resina, madeira e junco, entre gaveteiros, prateleiras, mesinhas, cabideiros, luminárias, vasos e relógios. Alex Batista e Edson Tófolo não se prendem a um estilo específico. Seus trabalhos viajam pelas épocas e oferecem desde peças com ares antigos e mais rebuscados até objetos de linhas arrojadas e contemporâneas. Em comum, todas as peças aliam beleza e qualidade indiscutíveis.


