Quer criar um ambiente agradável e charmoso em um pequeno espaço? Dividir ou criar um ponto de apoio a mais; integrar sem sobrecarregar o ambiente? O aparador parece responder, dando solução a todas estas questões. Seu perfil longelíneo, estreito e alto se manteve ao longo dos séculos, passando praticamente incólume pelos estilos.
O aparador atual está longe de ser apenas um complemento da mesa de refeições. Embora ainda mantenha esta função, dependendo do local escolhido, ele passa a ser o centro da composição. Na análise das arquitetas Adriana Zanardi e Mara Oliveira, foi justamente o papel secundário e a preocupação de não fazê-lo competir com a mesa de refeições que fez do aparador um móvel atual.
Passaram os estilos mas o aparador acompanhou apenas a mudança de materiais recebendo poucos detalhes. O que chamou a atenção para o móvel são suas proporções. Ele manteve as linhas retas e mesmo em períodos mais ‘rebuscados’, prevaleceram as formas retangulares. Isto permite que o aparador se encaixe praticamente em qualquer lugar sem interferir na circulação, dando a versatilidade exigida em todos os tempos e agora com mais ênfase.
Originalmente elaborado como apoio de pratos, baixelas e complementos do serviço de mesa, ele acabou tendo seu potencial de ‘coringa’ da casa descoberto. ‘‘Era inevitável que o aparador ganhasse mais espaço e importância em uma época que prioriza a funcionalidade e a otimização dos espaços’’, reforça Adriana Zanardi.
Pouco mais alto que uma mesa de refeições, o aparador tem, quando sozinho, uma elegância natural que independe do estilo do móvel. Clássico, antigo ou contemporâneo, a peça tem o tipo de liberdade que só é concedida aos móveis de personalidade – que fazem presença.
O design trouxe ainda mais flexibilidade para este móvel que acabou agregando funções antes atribuidas somente a mesas laterais divisórias e prateleiras. Sobre ele e dentro dele é possível colocar quase de tudo, sempre respeitando a proposta do ambiente. Livros, vasos e peças de decoração ganham um novo espaço para serem exibidos e ficarem ‘ao alcance das mãos’.
O aparador facilita a vida e é um forte aliado na organização interna. Tem coisa mais confortável do que entrar em casa e ter onde apoiar as chaves do carro, e outras pequenas coisas que sempre trazemos da rua? Melhor ainda, saber onde estão depois?
Ele é tão ‘completo’ que não precisa de complementos especiais para dar o toque de elegância e bom gosto que todo espaço precisa. No hall de entrada, encostado a parede, com um belo quadro e um vaso, ele dá as boas vindas.
Extremamente prático, pode ser colocado atrás de um sofá definindo a circulação ou dividindo ambientes. A seu favor, tem ainda a mobilidade e a possiblidade de se transformar, sempre que necessário, em um apoio para servir bebida e petiscos aos convidados. Função que desempenha sem a preocupação de ser empurrado de um lado para o outro sugerindo ‘desordem’ visual.
Isto não significa que é permitida a mistura non sense de estilos, alerta a arquiteta Mara Oliveira. O aparador pode ter um estilo diferente do restante do ambiente – compõe ou está integrado – mas nunca pode quebrar a harmonia.
Na hora de escolher o modelo lembre que mesmo estando na sala de refeições ele não precisa ser ‘igual’ a mesa. Respeite a proposta do espaço. Nos demais ambientes, a liberdade de composição é maior. Portanto, aproveite e escolha um aparador com um design especial. As arquitetas garantem que o móvel merece o destaque e vai deixar a casa muito mais bonita.

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