Depois da folha da parreira que cobriu Adão e Eva, o couro precedeu o tecido. Foi o primeiro a ser usado para cobrir e aquecer o corpo e o ambiente. É só ver imagens dos homens primitivos. Mesmo com o corpo cheio de pelos eles vestiam peles de animais.
Ao longo do tempo, o uso do couro só se aperfeiçou ganhando novas texturas para usos diferentes. Curtir (preparar) é uma arte antiga estimada em mais de sete mil anos. No início o couro fresco era secado ao sol; esticado e prensado para a retirada da gordura animal. Depois era salgado e defumado para garantir sua conservação – tudo manualmente.
Foram os egípcios e os hebreus os primeiros a desenvolver um processo de curtido com vegetais, por volta de 400 a.C. Mas os ‘‘grandes’’ mestres da arte de curtir o couro foram os árabes. Na Idade Média eles desenvolveram tanto o processo que a peleteria (arte de preparar o couro e peles de animais) transformou o couro em material para peças finas.
A peleteria chegou à Europa no século XV. Quatro séculos depois, também na Europa, foi criado sistema de ‘‘curtir’’ com produtos químicos. A utilização de sais e como é ainda hoje a mais comum . Este sistema é amplamente criticado porque é altamente poluente e, em muitos casos, resulta em desastres ecológicos consideráveis devido à descarga destes produtos em mananciais.
O mais correto é a utilização da ‘‘peladura ecológica’’, sistema utilizado por algumas empresas que primam pela qualidade. O processo utiliza compostos orgânicos e biodegradáveis para trabalhar o couro, reduzindo o impacto dos resíduos sobre o meio ambiente. (C.B.)

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