O imobiliarista Raul Fulgêncio afirma que a demora na aprovação de projetos na prefeitura não vem de agora, e reclama que a mais prejudicada nisso é a iniciativa privada. ''A gente dá entrada no projeto e fica torcendo para ele ser aprovado'', relata. Ele exemplifica com um empreendimento do Marco Zero, que demorou cerca de um ano e meio para ser aprovado.
Na sua opinião, falta estrutura física, pessoal e informações claras que ajudem a agilizar os processos. ''Na Secretaria de Obras não há a mínima estrutura física, os computadores são defasados, não tem lugar nem para receber pessoas'', critica. ''Percebo que eles trabalham com muitas dificuldades e limitações.''
Fatores como as leis da Muralha e do zoneamento são outros fatores que atravancam ainda mais o fluxo de aprovação. Ele critica ainda que a aprovação na prefeitura é feita por políticos, e não por técnicos, submetendo os projetos de empreendimentos à ''conveniência'' daquele grupo. ''Londrina assim perde muitos empregos de empresas que querem se instalar na cidade e não conseguem.''
''Já abortamos projetos porque percebemos que o tempo que ia demorar inviabilizaria o empreendimento'', ele continua. ''Mas o prejuízo não é só tempo, é o desgaste, o esforço gasto, o custo.'' Outras construtoras da cidade foram ouvidas, mas não quiseram se pronunciar alegando que não há atrasos na aprovação de projetos.(M.F.C.)

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