Degraus devem obedecer
medidas específicas
Os degraus das escadas de residência têm de obedecer a medidas que variam de 17 de espelho (altura) por 29 de piso (profundidade). A relação permite o apoio de todo o pé sobre o degrau dando segurança ao passo e evitando esforço exagerado para levantar a perna. Outra norma interessante é nunca ultrapassar o número de 16 degraus. O ideal é criar descansos (patamares) a cada 16 degraus, no máximo.
Mesmo em uma residência onde a inclinação varia em média entre os 24º e os 45º (já considerado íngrime demais), e a média de degraus necessários para transpor o desnível é de cerca de 18º, o patamar é indicado. ‘‘Mais de 16 degraus torna o trecho cansativo demais para qualquer indivíduo. A escada fica pesada, ainda mais em uma residência onde ela é usada com frequência’’, afirma Gilson Bergoc.
Além de tornar a subida mais confortável, diz o arquiteto, os descansos são ideais para mudar a direção da escada, oferecendo um recurso a mais para a otimização do espaço e efeitos decorativos. Espaço caro, uma escada normal ocupa em média 10 metros quadrados de área no ambiente e, por isto tem de ser muito bem planejada. Em uma casa de 50 metros quadrados, por exemplo, ela vai representar 20% da área total. Não pode ser colocada em qualquer local. ‘‘Em novos projetos, a escada é parâmetro para a distribuição dos demais ambientes. É referência importante’’, reforça.
Bergoc enfatiza que consertar um projeto no papel é mais fácil e barato que quando a obra está pronta. ‘‘A ansiedade de quem está construindo leva a pessoa a ter pressa, mas isto é contraprodutivo. Demore mais tempo garantindo o quer no projeto para economizar na obra e ter agilidade’’, aconselha. Mas ter um bom projeto não é o suficiente. Quem vai construir uma escada (em um projeto novo ou resultado de reforma) tem de dar atenção especial à execução. Segundo Gilson Bergoc nesta fase costumam acontecer erros na medida dos degraus e angulação, prejudicando o resultado final.
A escada tem de ser segura e não pode priorizar a estética em detrimento da segurança dos usuários. Neste aspecto o corrimão, exigido através da Norma Brasileira 9050/94, é parte integrante da escada. ‘‘Ele serve de apoio para o caso da pessoa escorregar. Não abra mão dele’’, defende. O mesmo acontece com o ‘‘guarda corpo’’, proteção colocada entre o corrimão e o piso dos degraus para evitar a queda. Impressindíveis à segurança, corrimão e guarda-corpo também são um recurso que a escada ganha para efeitos decorativos. (C.B.)

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