A síndica do Residencial Ouro Verde, Rossana Granado Ponce, assumiu o condomínio de 19 prédios há três anos em uma situação lamentável. A dívida com o INSS passava de R$ 350 mil, e com a Sanepar chegava perto de R$ 300 mil. A situação com a empresa de água era tão precária que o abastecimento tinha sido interrompido e a caixa d’água era abastecida com caminhão pipa. "A situação beirava a insolvência", lembra ela. A insatisfação dos condôminos com o residencial era tão grande que fazia com que a taxa de inadimplência chegasse a 35%.
"Quando assumi resolvi fazer a recuperação da estrutura física e moral do condomínio", conta. A primeira ação foi negociar com a Sanepar a volta do abastecimento de água. "Eles iam cortar no outro dia também o esgoto. Conseguimos parcelar a dívida em 60 meses e retomar o abastecimento imediatamente. Estamos cumprindo o acordo e já pagamos 34 parcelas", comemora. Após retornar a água, Rossana começou a fazer festas e promoções no condomínio para começar melhorias. "Pintamos as 19 torres e conseguimos instalar uma academia ao ar livre aqui, que custou R$ 22 mil, somente com o dinheiro dessas promoções. Com as melhorias a satisfação foi aumentando e a inadimplência hoje não chega a 15%".
O próximo passo é conseguir reduzir a conta final da cota de condomínio dos 304 apartamentos. Hoje os moradores das unidades de dois quartos pagam R$ 196 mensais, e os de três quartos pagam R$ 246. "Não conseguimos ainda reduzir esses valores, mas pelo menos todas as melhorias foram pagas com essas promoções e não geraram mais custos", explica.
As melhorias foram tantas que Rossana, até então dona de casa e síndica de seu prédio, foi convidada para ser síndica profissional de um outro residencial. O sucesso foi tanto que há cinco meses acabou abrindo uma administradora de condomínios. (P.B.O.)

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