Custo reflete realidade dos mercados regionais
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 1998
Paulo Pegoraro 
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Oeste do Paraná (Sinduscon/Oeste), engenheiro Ricardo Prestes Mion, considera o Custo Unitário Básico (CUB) um dos indicadoErs setoriais mais eficientes para avaliar a evolução nos custos da indústria da construção, por refletir a realidade de preçcs praticados e de forma regionalizada.
No Oeste do Paraná, a contestação é de que alguns itens, isoladamente, mas com grande peso na composição do CUB, têm contribuído para variações positivas, caso do cimento, que de janeiro de 1997 a maio deste ano teve reajustes entre 22 e 31% na região. No primeiro mês, o CUB estava em R$ 367,40; em maio, R$ 415,41, chegando a R$ 416,92 em junho. A variação no período de um ano ficou em 6,59%.
Ricardo Prestes Mion salienta que há uma confusão entre o público leigo, sobre o valor do CUB e o valor do metro quadrado de preço de venda. O CUB tem um padrão claro e específico, observa, explicando que ele desconsidera vários outros quesitos que fazem a composição do preço de venda, conforme cada projeto em particular. Isto compreende o terreno, projetos, fundações especiais, elevadores, impostos e taxas (que variam entre os municípios), ligações de serviços públicos, e também a qualidade dos materiais empregados nas edificações.


