Curitiba tem mercado estável em imóveis usados
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 2009
Reportagem Local 
Curitiba - Pesquisa realizada pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), um dos agentes de serviço do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR), demonstra estabilidade nos índices de Locação sobre Oferta (LSO) durante o mês de junho em Curitiba.
Na área residencial, o LSO foi de 19,6%, um ponto percentual acima do índice de maio (18,6%). Entre os imóveis que mais foram locados em relação à oferta estão os apartamentos e residências de dois dormitórios. A estabilidade permaneceu também na área de imóveis comerciais. Junho apresentou índice de 8,3%. Em maio, o LSO comercial foi de 8,5%. O tipo de imóvel que mais teve locação de acordo com a sua oferta foram os conjuntos comerciais, com 9,8%.
Para o conselheiro do Secovi-PR, João Françolin Tomasini, a estabilidade de locação do mês de junho está relacionada também ao recente Feirão da Caixa Econômica Federal, que beneficiou a compra da casa própria. Muitas pessoas passaram de locatários a proprietários de imóveis, o que não significa que tivemos aumento nos índices de venda, afinal, os dados do Inpespar são direcionados à venda de imóveis usa-dos, explica. Esperamos que o mês de julho seja ainda melhor, pois o calendário escolar proporciona a mobilidade de estudantes neste período, o que pode provocar um aumento em locação.
Já o Índice de Venda de Usado Sobre Oferta (VUSO) para imóveis residenciais durante o mês de junho foi de 8,2 %, mantendo estabilidade referente ao mês de maio, que apresentou 8,3%. Entre os imóveis usados que tiveram maiores índices VUSO estão apartamentos com um dormitório (29,2%) e com dois dormitórios (15,0%). Com os imóveis comerciais, o índice Venda de Usado Sobre Oferta (VUSO) em junho foi de 6,4%, cerca de um ponto percentual acima do índice de maio (5,8%).
O tempo médio entre a angariação e a venda dos imóveis residenciais usados em Curitiba foi de 88 dias, 12 a menos, comparado ao mês de maio. A exploração excessiva da crise econômica pela mídia está fazendo com que o consumidor tenha cautela, principalmente, porque a incerteza de emprego abala grande parte da população. Mas, as expectativas é que a economia volte a se estabelecer e que se mantenha aqueci-da, comenta Françolin.


