O tipo de impermebilização a ser utilizado em uma piscina enterrada, depende do sistema construtivo utilizado. Segundo o empresário Ademir Rosa, da Lage Seca, há dois tipos de construção: estrutura mista (concreto armado preenchido com alvenaria), e em puro concreto armado. Para a estrutura mista, a indicação é para o uso do sistema flexível de impermeabilização. O sistema, explica Rosa, usa uma manta asfáltica, composta de asfalto modificado com polímeros estruturada com poliester. A manta é soldada à estrutura da piscina com maçarico usando gás GLP.
Para a piscina toda construída em concreto armado, pode ser usado um sistema mais simples, o revestimento semiflexível composto de cimento polimérico e resinas acrílicas. Rosa destaca que é necessário ainda tratar o entorno dos dispositivos de limpeza e circulação (aspiração, retorno, luminárias) com um selante a base de polissulfeto. .
A impermeabilização, segundo o empresário, deve ser feita após a regularização da estrutura da piscina. Esse serviço utiliza uma argamassa que, além do cimento e areia, é amassada com resina sintética ou acrílica. A eficácia da impermeabilização deve ser comprovada com a realização de um teste de estanqueidade de, no mínimo 72 horas de duração. O passo seguinte é a instalação de uma proteção armada feita com tela de polietileno (material que não sofre oxidação). Aí, finalmente, são colocados os revestimentos.
O resultado final da impermeabilização, alerta Rosa, depende de uma somatória de fatores, como uma estrutura bem feita, e a construção de uma boa base para a aplicação dos produtos. ''Orientamos que a pessoa se certifique se os produtos utilizados atendem às normas vigentes'', finaliza.(C.G.)

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