A obra de arte na decoração de um ambiente merece alguns cuidados, mas o fundamental é que o objeto escolhido seja a ‘‘cara’’ de quem vai adquiri-lo. Afinal, trata-se de algo para a vida toda. Alguns especialistas afirmam até que o decorador e o arquiteto devem ser dispensados na hora de escolher um quadro, uma escultura, um tapete. O profissional pode até orientar, mas a escolha tem que ser da pessoa.
A artista plástica Letícia Faria, de Londrina, explica que o mobiliário e os outros objetos do ambiente é que devem acompanhar a obra de arte. Em primeiro lugar escolhe-se o quadro, por exemplo, que será colocado na parede. Só depois são colocados os móveis, que devem ser neutros para não interferirem na obra.
ReproduçãoPop Art: as musas coloridas de Andy Warhol quebram a neutralidadeSeguindo esta orientação cai por terra a prática de se encomendar uma ‘‘obra de arte’’ para combinar com a decoração de um ambiente. ‘‘Uma obra de arte tem mensagem, tem conteúdo. Não é possível encomendá-la, senão será apenas um objeto de decoração descartável’’, afirma Letícia Faria.
A escolha da parede também merece cuidado. Não pode ter umidade e nem claridade intensa para não danificar o quadro. Outra dica da artista plástica é quanto a distância entre uma obra e outra. Sempre deve haver um espaço equivalente a metade da largura do quadro. ‘‘Isto é importante para que uma obra não interfira na leitura da outra’’, explica.
Outro detalhe importante é sobre a altura. A tela deve sempre ser colocada de forma que o seu meio fique no mesmo nível dos olhos de uma pessoa de estatura mediana em pé.
Arquivo FolhaNatureza morta na parede da sala de jantar: escolha adequadaA marchand Ana Maria Barreto orienta que nos ambientes principais sempre seja colocado um óleo sobre tela - por ser mais valioso que uma gravura - de um artista de renome do mercado nacional. ‘‘É um investimento que a pessoa está fazendo’’, explica.
Na sala de jantar, por exemplo, deve-se colocar apenas quadros de natureza morta - flores e frutas. Sobre tamanhos e estilos, Ana Maria Barreto explica que quanto mais misturar mais bonito fica. ‘‘Colocar um quadro de natureza morta de estilo acadêmico e um de estilo impressionista, por exemplo fica muito bonito’’, cita.
A composição combinando estilos, tamanhos e molduras depende do gosto da pessoa. Tudo é permitido desde que fique harmonioso. A quantidade de quadros em uma parede também não tem limites. ‘‘Alguns colocam telas do teto ao chão e fica lindo; outros colocam apenas uma e também fica bom. Depende do gosto da pessoa’’, afirma a marchand.
Alguns pequenos cuidados colaboram para a harmonia da composição, mas o fundamental é que a obra escolhida tem o toque pessoal de quem está comprando, sem padrões pré-estabelecidos.

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