CUB sobe 0,28% em Londrina
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sábado, 07 de junho de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A tinta, o piso cerâmico e a porta de madeira elevaram o Custo Unitário Básico (CUB) de edificações habitacionais em 0,28% na região de Londrina. O valor de maio ficou em 662,63 contra 660,81 registrado em abril. Segundo a engenheira Vanessa Alves Batista, assesora técnica do Sindicato da Construção Civil (Sinduscon-Norte), estes itens subiram, em média, 7%, 7,5% e 4%, respectivamente. ''Essa variação em relação ao custo total é praticamente irrisória'', opinou.
Em maio, o custo de materiais representou 55,71% do CUB; a mão-de-obra 16,32% e os encargos sociais 27,97%. Para junho, a expectativa é que haja um aumento na porcentagem dos dois últimos itens impulsionado pelo reajuste dos trabalhadores que receberão novo salário em julho. ''Por enquanto, não é possível fazer uma previsão do próximo CUB porque ainda foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)'', explicou Ildo Ioris, gerente administrativo do Sinduscon-Norte.
Em Curitiba e região metropolitana, o CUB do mês passado foi de 656,64 e a variação ficou em 0,34%. Essa diferença é superior à inflação medida pelo Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas que ficou em menos de 0,26% no mesmo período. O reajuste do CUB nesta área reflete o aumento médio de 0,69% nos preços dos materiais da construção civil. Os custos com a mão-de-obra permaneceram estáveis.
Nos últimos meses, os materiais de construção vêm exercendo forte pressão nos custos do setor na região metropolitana. O aumento médio dos materiais neste ano já atinge 8,14%, percentual novamente maior que o IGP-M registrado no período que foi de 6,97%. O aço CA-50 para concreto apresentou a maior alta de preço em maio, com aumento médio de 9,15%. Também tiveram reajustes as ferragens e produtos de PVC e madeira. Entre eles estão a dobradiça em ferro (8,70%), tubo de PVC (7,11%), porta almofada (6,67%) e pedra brita (4,76%), etc.
O CUB é resultado é a média de duas cotações de 30 produtos básicos determinados pela norma NBR-12721, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O valor divulgado pelos Sinduscons é um dos 24 padrões existentes e tem como referência um prédio de oito pavimentos, com dois quartos em padrão normal. É considerado como índice oficial e serve como parâmetro, por exemplo, para reajuste de contratos pelas construtoras. Os mesmos itens do CUB compõem a cesta básica da construção civil que é utilizada para orçar o metro quadrado de uma obra.


