Mesmo com vários pontos positivos, o empresário atenta que Londrina ainda fica atrás de Maringá e Curitiba, cujo metro quadrado está mais caro e sendo vendido mais rapidamente. ''Não sabemos explicar o motivo dessa diferença. Mas o valor praticado lá não teria tanta saída aqui.'' Se o mercado daqui, porém, é considerado favorável, ele critica a falta de critérios na venda de apartamentos na planta. ''Temos notado que não há preocupação em explicar aos compradores todos os pontos do contrato. Muitas pessoas estão devolvendo os apartamentos porque não conseguem quitar o saldo devedor na entrega da chave. São principalmente apartamentos na faixa de R$ 200 a R$ 250 mil.'' Estes, por sua vez, são os que mais estão sendo oferecidos pelas construtoras.
Somando-se a isso, ele cita um problema comum em todo município, cuja solução tem sido adiada. ''Temos que pensar urgentemente na oferta de imóveis comerciais. Não há praticamente nada na cidade; nem para locação, nem para venda. Este é nosso desafio'', diz. Por isso, muitos investidores estão indo para cidades vizinhas. Alguns deles, no entanto, estão comprando imóveis velhos para realizarem novas construções. ''Isso tem sido mais vantajoso que comprar pronto para alugar, quando a taxa fica em torno de 0,5%, 0,6% de juros. Eles querem algo que renda acima de 1%'', completa o empresário.
Outro fator de preocupação para Vieira é a falta de itens no Plano Diretor que contemple o zoneamento em áreas de condomínio. ''Muitas torres se instalaram próximas aos condomínios, praticamente ao lado. Há casos em que os moradores dos prédios tem vista para a área de lazer desses condomínios, o que desvalorizou as casas desses locais.'' Sabemos de lançamentos de apartamentos que serão construídos ao lado de condomínios horizontais de altíssimo luxo que estão prestes a ser entregues. ''Casas a partir de R$ 2 milhões, cujos preços podem cair drasticamente'', afirma. (M.T.)

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