Crise pode elevar qualidade de serviços do mercado imobiliário
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domingo, 08 de fevereiro de 2009
Reportagem Local 
Um contexto favorável à competição que vai resultar numa avaliação mais criteriosa dos clientes sobre a qualidade dos empreendimentos e as possibilidades de acesso ao crédito oferecidas pelas construtoras e incorporadoras. Para o diretor da Hestia Construções e Empreendimentos, Gustavo Selig, este será um dos principais reflexos da crise financeira no mercado imobiliário brasileiro. Hoje o cliente leva cerca de 15 dias para fechar o negócio, quando antes isso era feito no máximo em uma semana. O histórico, a credibilidade e a habilidade das empresas do setor em lidar com o atual contexto econômico serão determinantes neste processo de decisão de compra, destaca.
Selig não descarta uma leve retração da demanda por unidades habitacionais ao longo do ano, porém não acredita em uma recessão do setor.Os clientes e consumidores podem continuar apostando no imóvel como uma das melhores opções para aumentar os rendimentos pois a valorização deste bem deve se manter estável, em torno de 20% ao ano. Além disso, este tipo de investimento é mais seguro do que a aplicação, pois se trata de um patrimônio, afirma.
Para este ano, Selig conta que a empresa vai manter o cronograma de trabalho elaborado antes da crise, o que inclui o lançamento de três empreendimentos residenciais na capital paranaense, de um condomínio de terrenos em Campo Alegre (SC) e do primeiro edifício comercial de Navegantes (SC), além do início da construção dos edifícios residenciais Apollo e Creta, ambos em Curitiba. Também estamos ampliando as parcerias com instituições bancárias com o objetivo de dar uma segurança maior ao mutuário na hora de aderir a um financiamento, ampliando o leque de opções, afirma.


