Criatividade é a palavra
de ordem, diz Nassif
A 8ª Assembléia Anual da Word Future Society forneceu os dados: no período entre os anos 1996 e 2020 o mundo produzirá dez vezes mais mudanças do que as ocorridas entre 1980 e 1995. Hoje, a massa de conhecimento do mundo dobra a cada dois anos; nos próximos 10 ou 15 anos, dobrará a cada 80 dias. Em 2010, apenas de 10% a 20% das pessoas terão carteira de trabalho assinada; o restante estará no mercado, participando como aliado ou competindo profissionalmente. O jornalista econômico Luiz Nassif faz a pergunta: estamos preparados para enfrentar este desafio?
Auxiliando na busca de respostas, ao que ele considera o maior desafio da história do País, Nassif indicou alguns caminhos a empresários e profissionais do setor imobiliário paranaense, durante palestra no 9º Encontro da Habitação.
‘‘Os dois grandes diferenciais para enfrentarmos a globalização são a criatividade e a conquista da gestão profissional. A criatividade porque a velocidade da informação traz o consequente conhecimento para o acompanhamento tecnológico no mundo todo. Gestão profissional porque o novo mercado exige uma nova empresa e formada por empresários menos solitários.’
Luiz Nassif enumera algumas condições básicas para a conquista, com sucesso, da gestão profissional. ‘‘Primeiro é preciso que a empresa trabalhe com números transparentes, o conhecido mundo oficial, para ter acesso aos investidores; entenda a importância da identificação clara das necessidades e que a solução deverá buscada no âmbito da empresa; elaborar um plano estratégico, definindo o foco de atuação e aprender a separar, claramente, a gestão da propriedade’’.
Esta organização, segundo ele, permitirá que outros profissionais, além do dono da empresa, usem a criatividade como uma das principais ferramentas de trabalho. E será com o incremento e o fortalecimento da capacitação funcional que as empresas vão vencer as etapas deste desafio. ‘‘A principal aliança é conseguir o entendimento com o corpo de funcionários, pois esta é a parte mais rica da produção’’, diz Nassif. ‘‘Este é o primeiro passo: olhar e abrir para dentro da empresa. Depois, abrir para fora’’.
E do lado de fora estão a unificação e a troca de informação para a melhoria tecnológica. Segundo Luiz Nassif, para acompanhar a mudança de mercado é fundamental que o conhecimento empresarial seja multifacetado. E isso, principalmente no setor imobiliário e na indústria da construção civil, é possível através da troca de informações, experiências e trabalho associado à pesquisa, qualificação, participação mais ativa junto a entidades, associações de classe e instituições de ensino que viabilizam, mais agilmente novos dados, novas informações.
Ele finaliza: ‘‘É preciso ter a consciência de que a nova informação não pode ficar restrita, com medo da concorrência interna, pois o adversário não é o vizinho. Ele é maior e está lá fora. Por isso é preciso a unificação, a associação e o entendimento participativo do empreendedor’’.(L.B.)

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