Crescendo com a criança
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de junho de 2001
Célia BaroniDe Londrina 
Não adianta lutar, tudo passa. As crianças crescem e cada fase tem demandas diferentes. Acompanhar estas mudanças não é nada fácil. Muito menos barato, principalmente quando o assunto é decoração e o alvo é o quarto de dormir. A melhor opção é apostar em um projeto flexível e bem elaborado para ter uma vida útil de longo prazo.
A cada 3 anos a criança passa por transformações que exigem uma mudança no espaço onde vive, tanto por uma questão física quanto pelo aspecto emocional. Entre os seis e os sete anos, a criança já sabe o que quer e o que gosta com clareza. Costuma querer um ambiente mais personalizado, com um lugar para estudo (pintura e rabiscos) e onde soltar sua criatividade.
A próxima etapa é mais rápida. Aos 11 anos começa a pré-adolescência, a época dos teens, quando o (a) jovem querem um espaço adulto mas continuam presos aos laços da infância. Depois são os 15 e os 18 anos. Uffa!!! Haja bolso para tanta mudança.
A arquiteta de Curitiba, Danielle Branco Schmaedecke, lembra que a parte mais pesada na decoração do quarto costuma ser os móveis. O ideal é o quarto poder crescer junto com a criança, passando por alterações pequenas mas significativas, orienta.
Ela explica que o clássico quarto do bebê perde sua funcionalidade após os três anos. O berço tem que ceder lugar à cama, e pede mudanças nas referências brinquedos, cores do ambiente e acessórios. O bebê que exigia um ambiente tranquilo passa a ter necessidade de interagir com o espaço, necessitando da presença de estímulos.
Isto não significa que os pais precisam abrir mão do prazer de montar o quarto do bebê. Mas que o projeto dos móveis e do espaço deve ser otimizado, ressalta. O ponto chave, diz a arquiteta, costuma estar na distribuição dos móveis e no projeto de uma cama que acompanhe a criança até a idade adulta. As fases poderão ser acompanhadas apenas com a mudança dos acessórios.
Outra prioridade é respeitar a necessidade de um espaço vazio dentro do quarto. Uma área sem móveis que permita uma circulação confortável e a presença de uma ou duas pessoas a mais sem apertos.
Criar um ambiente onde a criança e o jovem tenham lugar para sonhar é indispensável. Danielle Branco explica que, independente da idade, o quarto tem de incentivar a criatividade e oferecer aconchego para soltar os pensamentos. Criar nichos é uma das alternativas mais interessantes para separar as atividades.
O computador não pode ser esquecido porque as crianças estão se tornando íntimas da informática cada vez mais cedo. Ele deve ter lugar cativo na bancada de estudos. Prever espaço para o aparelho de som também é indispensável. Afinal, o que seria da vida sem uma trilha sonora?


