Com uma média mensal de 1,3 mil imóveis disponibilizados para locação, o mercado imobiliário de Londrina registrou, em junho, um aumento de 5,8% nas ofertas, tanto residenciais quanto comerciais, em relação a maio de 2001 subiu de 1.345 para 1.423 o número de imóveis para alugar. O mais preocupante: a inadimplência para atraso no pagamento do aluguel em até 30 dias, que há um ano girava em torno de 12%, passou para 28%.
A pesquisa, realizada mensalmente pelo Instituto Parananenses de Pesquisas e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário (Inpespar) para o Secovi-PR, registra também uma queda no valor do aluguel sugerido pelo proprietário ou imobiliária, na hora da locação. A média de redução está em 12%, dependo do tipo de imóvel. Apartamentos de dois dormitórios, por exemplo, podem ser alugados até 17% mais barato do que o pedido. Boas negociações também podem ocorrer com inquilinos que preferem residência (em alvenaria) de três dormitórios neste caso a redução chega a 15%.
''O que está contecendo é que estamos tendo um grande deslocamento entre inquilinos londrinenses'', avalia o delegado do Secovi Londrina, imobiliarista José Luiz de Assis. Segundo ele, as famílias que têm que pagar aluguel estão sempre em busca de um imóvel mais barato, nem que isto signifique mudar de padrão ou de bairro. ''Sem contar os que estão voltando para viver com os pais'', exemplifica Assis.
Segundo o delegado do Sindicato da Habitação, o aumento no número de ofertas e a redução dos preços dos aluguéis reflete o arrocho, dificuldades e até mesmo insegurança, que passam a classe média, média baixa e a C. ''É um contingente significativo da população que está há mais de sete anos sem ganhos reais de salários. O reflexo é imediato no mercado de locação'', enfatiza Assis.
Em contrapartida, proprietários de apartamentos de quatro ou mais dormitórios e/ou residências de alto padrão, localizadas em bairros nobres londrinenses, foram os únicos que conseguiram realizar (uns poucos, é verdade) negócios no mês de junho. Dos apartamentos de 4 dormitórios, oito dos 30 ofertados foram alugados e com variação de preço que não chega a 5%, a menor. Das residências, que sequer têm preço médio sugerido para embasamento da pesquisa, três das 26 foram locadas naquele mês.
Depois do centro da cidade, onde está localizado o maior número de imóveis disponíveis para locação (84 unidades residencias), bairros como Aeroporto, Araxá, Itamaraty, Quebec, Igapó. Monte Belo e Jardim Petrópolis também aparecem com ofertas em volume considerado razoável para o mercado. ''O número apenas parece grande'', argumenta José Luiz de Assis citando que as casas de alto padrão, por exemplo, representam pouco mais de 2% de todo o mercado londrinense. ''Mas isso também demonstra que, na classe média alta, o arrocho é um pouco menor. E os negócios continuam acontecendo'', finaliza o delegado do Secovi de Londrina.

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