Considerado a vedete do mercado imobiliário brasileiro em 98, o segmento de flats e apart hotéis está também entre os mais promissores e atraentes investimentos do mercado para os próximos anos. Segundo o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), nos últimos dois anos a oferta aumentou em 11 mil unidades (80 novos edifícios) e a estimativa é que até o ano 2000 a produção cresça 36% neste tipo de empreendimento.
A globalização, o Mercosul, o turismo de negócios e a expansão industrial são algumas das razões para o acentuado crescimento, principalmente nas regiões Sul e Sudeste do País. A circulação de executivos nas capitais e em cidades do interior, que recorrem a incentivos fiscais para competir e acelerar o processo de industrialização, contribuem para consolidar essa tendência.
Especialistas do setor somam ainda outro importante fator. O flat é um produto que consegue agregar três das principais vantagens que pesam para o investidor do mercado imobiliário: segurança, rentabilidade e valorização. Com rentabilidade média que pode chegar a 1,4% ao mês, o apartamento residencial com serviços mantém seu poder de atração no mercado de locação em hotelaria. Mas projetos diferenciados, oferecendo espaços mais amplos nas unidades, apostam também no aumento das vendas como opção de moradia.
‘‘Integrante do pool de administração, o proprietário não terá inquilino e sim hóspedes, pois seu apartamento integrará uma rede nacional e internacional de locação. Além de garantir renda mensal, não tem preocupação com manutenção e administração da propriedade’’, sintetiza Alcy Vilas Bôas, sócio-gerente da Construtora Nave, empresa que construiu o primeiro flat de Curitiba, o St.Thomas. Inaugurado em 1990, possui 56 apartamentos (28 unidades com dois dormitórios e 28 com um).
Em 1994, a Nave concluiu o Windsor (66 unidades) e em janeiro próximo entrega o St.Michel (114 unidades com um dormitório). Entusiasmada com a aceitação deste tipo de imóvel pelo mercado curitibano e já de olho no potencial reservado ao turismo de negócios, a construtora lançou na semana passada o quarto empreendimento no segmento. O flat St. Denis, com 149 apartamentos (108 unidades de um dormitório e 31 com dois) e com entrega programada para daqui a 30 meses já estava com 20% das unidades vendidas antes mesmo do lançamento. O preço: apartamentos com um quarto, R$ 74 mil, com dois, R$ 120 mil.
Divulgando o índice de satisfação dos clientes que investiram nos empreendimentos anteriores - todos administrados pela rede Parthenon, empresa do grupo francês Accor - a Construtora Nave vai buscar, também no nicho moradia permamente, a potencialização de novos negócios. ‘‘Para casais sem filhos ou pessoas que moram só, o flat é uma opção econômica e prática’’, argumenta Vilas Bôas. ‘‘Além de oferecer uma variedade de serviços e estrutura de lazer, o flat acaba proporcionando economia aos seus moradores, devido aos ganhos de escala na prestação dos serviços.’’
Investir na profissionalização da atividade para a concepção de projetos de vanguarda com multiplicidade de uso são outros fatores que alavancam as vendas deste segmento. Responsável pelo primeiro edifício de múltiplo uso construído na região Sul - o Metropolitan Building, com uma torre de apart hotel, outra comercial, galeria de lojas comerciais e centro de lazer integrado, inaugurado em 1991 -, a Hauer Construções Civis, de Curitiba, está atualmente em fase final de vendas do Ambassador Residence.
Com projeto concebido com a assessoria da Bristol Hotelaria (a empresa que irá gerenciar o empreendimento), o Ambassador é um edifício de 16 andares com 82 apartamentos com metragens de 76 a 90 metros quadrados, restaurante, sala de ginástica, saunas, piscina coberta e sala de repouso. Além da tradicional comodidade oferecida pelos flats services, funcionalidade e racionalidade, o gerente comercial da Hauer, Luiz Affonso Muggiati, enumera outros diferenciais do empreendimento ‘‘extremamente competitivos no segmento e portanto com alta rentabilidade para o investidor’’.
‘‘O Ambassador terá também escritórios mobiliados e equipados para locação temporária, com receita revertida ao condomínio. O mesmo acontecerá com a locação individual ou em conjunto dos salões de convenções e salas de reuniões, com capacidade variando entre 20 e 200 lugares’’. A idéia, segundo Muggiati, é potencializar todos os serviços, reunindo um mix de funções variadas como hospedagem, moradia, trabalho e lazer.

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