Cresce demanda por apartamentos de luxo
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sábado, 09 de abril de 2011
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
A indústria de imóveis de luxo de Londrina está em ritmo frenético para atender a clientela. Todos os anos as construtoras especializadas nesse segmento lançam empreendimentos que oferecem elegantes e espaçosos apartamentos em áreas nobres com valores próximos à casa dos R$ 2 milhões.
Não existem informações oficiais sobre o crescimento do mercado de alto padrão, mas a construção de imóveis para essa camada social está em polvorosa e é confirmada pelas construtoras. Outra boa notícia é que não são apenas os londrinenses que engrossam o bom momento, investidores da região estão aplicando dinheiro em imóveis por aqui.
''Nos últimos dois anos, esse mercado mais que dobrou em Londrina. E isso se deve ao aquecimento da economia nacional e regional. Estamos em uma região muito rica e acabamos vendendo para clientes de cidades vizinhas também'', diz Silvio Muraguchi, diretor de incorporação da construtora A.Yoshii.
Fabio Augusto Mansano, coordenador de comunicação da construtora Vectra, concorda que o momento econômico de pujança é fator essencial e acrescenta outros motivos. ''O aumento de linhas de crédito é vantajoso e Londrina oferece produtos muito bons, o que incentiva as pessoas. Vale dizer que o consumidor bem-sucedido daqui e de outros lugares estão em atentos a empreendimentos em todo Brasil. Eles sabem o que é bom''.
Esse estilo de imóvel tem como público pessoas que migram de um apartamento menor, com menos opção de lazer, por exemplo, e também famílias que moram em grandes casarões, mas localizadas em regiões mais distantes da área central da cidade. São empresários, agropecuaristas, profissionais liberais, jovens empreendedores.
''Muitas famílias com filhos de até 15 anos de idade e que moram em condomínios de casas, por exemplo, querem estar perto do centro para facilitar a vida, acabam optando por morar em uma região como Gleba, onde a distância obrigatoriamente tende a ser diminuída'', explica Célia Catussi, gerente regional da construtora Plaenge.
Antes de colocar uma obra desse porte em execução, as construtoras realizam pesquisas de mercado para conhecer a demanda. A principal constatação é de que o público desse tipo de negócio busca, sobretudo, qualidade de vida. O preço não chega a assustar os interessados, que têm como principal exigência a qualidade e diferenciais que o imóvel oferece.
Os negócios, por serem elevados, acontecem longe dos holofotes. As construtoras que lidam com esta rica clientela não revelam os nomes dos compradores. Quanto ao modo de pagamento, há de tudo um pouco. As construtoras, geralmente, pedem um valor antecipado, que pode chegar a 40%; os bancos financiam até 80% do valor do imóvel. ''Os pagamentos são das mais variadas formas. Vemos de tudo um pouco'', revela Muraguchi.
Diferente de outros mercados luxuosos, como o de carros que dispõe de um tratamento diferenciado a seus clientes, no mercado imobiliário não existe distinção. Pois por mais que esse segmento voltado à classe de alta renda cresça ano após ano, a venda de imóveis de menor valor ainda segue no topo dos negócios.
''Não existe um tratamento diferenciado. No setor de imóvel, é bem provável que quem está comprando um apartamento de R$ 1 milhão tenha começado com um imóvel de menor valor'', comenta Célia Catussi. ''Independentemente de que seja a compra do primeiro imóvel, em um valor mais baixo, o tratamento é igual. Trabalhamos com o sonho das pessoas, por isso é importante visar o bom atendimento'', completa Fabio Mansano.


